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Foto: Divulgação Procurador Carlos Fernando Procurador Carlos Fernando

O impacto da corrupção no Brasil é tema de palestra gratuita no próximo dia 6 de dezembro em Porto Nacional. A programação, que acontece às 19h30 no espaço A7 Eventos, tem como palestrante o procurador da república Carlos Fernando dos Santos, um dos principais membros da força-tarefa da operação Lava-Jato. 

O evento é Organizado pelo Movimento Juventude Sem Partido e visa debater também as possíveis ferramentas para a moralização da política brasileira. 

“A palestra não tem nenhuma ligação com partidos políticos. Estamos organizando por meio da iniciativa privada e com instituições tocantinenses, parceiros que acreditam que a informação é uma importante arma contra a corrupção”, afirma o membro do Movimento e um dos organizadores do evento, Felipe Silva.

Já para a também organizadora Tayelle Paz, esse é o momento de conhecermos mais sobre a operação que tem desvendado um dos maiores esquemas de corrupção do país. “A Lava-jato precisa representar um novo tempo para o país e para a forma de se fazer política, esse processo começa por nós mesmos. A palestra é destinada àqueles que querem conhecer melhor esse momento que o nosso país atravessa”, concluiu.

Ao fim da palestra, o procurador Carlos Fernando irá conceder uma entrevista coletiva à imprensa. Para mais informações sobre o evento, basta entrar em contato pelo e-mail tatiellypazs91@gmail.com. 

Perfil do Palestrante

Mestre pela Cornew Law School com tese sobre crimes Colarinho Branco e Instituições Financeiras, Carlos Fernando Lima é graduado em direito, sendo procurador regional da República no Ministério Público Federal e um dos principais agentes dentro da operação Lava-Jato. 

Foi também membro da Força-Tarefa do que desarticulou o esquema de corrupção do Banestado no ano de 2003 e Coordenador Criminal da Procuradoria da República do Paraná.

Operação Lava-jato 

A Operação Lava-jato é uma investigação que deflagrou um esquema de lavagem de dinheiro entre empreiteiras e a Petrobrás, maior estatal do país. Estima-se que o valor desviado tenha sido R$ 10 bilhões, envolvendo funcionários do alto escalação da estatal, partidos e políticos brasileiros. Iniciada em março de 2014,  e a operação está em sua 37ª fase.