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Foto: Divulgação Vinicius Duarte foi assassinado em Gurupi, no ano de 2007 Vinicius Duarte foi assassinado em Gurupi, no ano de 2007

Diante do terceiro adiamento do Júri, promotores de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) responsáveis pelo caso Fábio Pisoni prometem empenho para agilizar o julgamento do acusado. Nesta terça-feira, 09, a Sessão do Tribunal do Júri deveria ter acontecido em Gurupi, mas foi suspensa após liminar expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu habeas corpus ao réu.

De acordo com os promotores de Justiça Ana Lúcia Bernardes e Benedicto Guedes, o julgamento deverá ser remarcado após análise do mérito do recurso impetrado pela defesa, mas prometem empenho, a fim de que seja dada uma resposta à sociedade gurupiense e feita Justiça para a família, que aguarda há quase 10 anos. “O Ministério Público não se cansa dessa luta. Podem protelar quantas vezes quiserem, porque estaremos aqui altivos e combatentes para que esse júri seja realizado”, declarou Benedicto Guedes.

A promotora Ana Lúcia Bernardes analisa o recurso como mais uma manobra da defesa. “O recurso tem caráter protelatório, com vistas a retardar e dificultar o julgamento do acusado”, destacou.

Fábio Pisoni é acusado do homicídio de Vinícius Duarte de Oliveira e tentativa de homicídio de Leonardo Veloso Melo em dezembro de 2007, na cidade de Gurupi. Fábio efetuou sete disparos de arma de fogo contra o carro que estava em movimento e no qual estavam as vítimas, após desentendimento em uma festa de universitários.

Na denúncia criminal, o Ministério Público Estadual sustenta a tese de homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado, pois além de vitimar fatalmente o estudante Vinícius, o acusado teria atentado contra a vida de Leonardo Veloso Melo. Fábio teria agido por motivo fútil, fazendo uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, expondo a riscos até mesmo pessoas que se encontravam na via pública (local onde o crime ocorreu), em função da forma como agiu. Além disso, portava arma de fogo sem ter licença para tal.