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Foto: Aldemar Ribeiro

Os governadores que participam do 3º Fórum de Governadores do Brasil Central 2017 defenderam a importância da formação de um Mercado Comum do Brasil Central, o Projeto de Turismo Integrado para a região, e a compra compartilhada de medicamentos entre os estados, com um detalhe: que todas as pautas tenham um viés municipalista. As declarações foram dadas em coletiva à imprensa, realizada na manhã desta sexta-feira, 2, no Ahãdu Eventos, em Palmas.

Responderam às perguntas dos jornalistas, os governadores do Tocantins (TO), Marcelo Miranda, anfitrião da 3ª edição de 2017; do Mato Grosso do Sul (MS), Reinaldo Azambuja; do Goiás (GO), Marconi Perillo; e de Rondônia (RO), Confúcio Moura.

Abrindo os trabalhos, o governador Marcelo Miranda destacou a importância da execução das ações previstas no Projeto de Turismo Integrado: fomento à comercialização de roteiros Integrados; promoção Integrada; e participação em feiras e eventos como uma ferramenta para dar visibilidade aos estados-membros do Consórcio Brasil Central (CBrC). Ele defendeu a aplicabilidade das pautas que estão sendo discutidas e de que as ações sejam pensadas com focos nos municípios.

“Estamos chamando os municípios para o centro das nossas discussões, afinal, o que estamos discutindo aqui refletirá diretamente nas cidades. Foi uma proposta nossa essa integração dos municípios, e eu fiz questão de que, nesse encontro, pela primeira vez, pudéssemos contar com a presença dos prefeitos, para que eles já possam conhecer o que estamos discutindo”, ressaltou.

O presidente do CBrC, governador Marconi Perillo, falou do Mercado Comum do Brasil Central. “Já foi feito um levantamento referente às alíquotas dos principais produtos exportados pelos estados-membros do BrC [Brasil Central]. Agora, estamos discutindo os parâmetros para formatação do Mercado Comum do Brasil Central. Também estamos defendendo um modelo de compras coletivas de medicamentos, que vai gerar economia para os nossos estados”, enfatizou.

O Mercado Comum do Brasil Central funcionará nos moldes da Zona do Euro, com circulação de mercadorias e tarifas diferenciadas. Para isso, é necessário que se defina, entre os estados, a formação das alíquotas comuns, que na sequência deverão ter a aprovação das tributações por suas Assembleias Legislativas.

O governador Reinaldo Azambuja também ressaltou a importância da criação do Mercado Comum do Brasil Central. “Acreditamos que, para o desenvolvimento econômico e a competitividade dos estados do Brasil Central, a integração logística é outro fator de grande importância no contexto da formatação de um Mercado Comum, integração essa que também chegará aos municípios”, disse.

Já o governador de Rondônia (RO) defendeu o trabalho em bloco dos estados. “O modelo federativo, em que as decisões vêm de cima, já está ultrapassado. Temos que partir para um novo modelo, como o do Brasil Central, em que os estados discutem o que precisam e levam para o presidente. Só assim conseguimos avançar econômica e socialmente”, avaliou.