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Foto: Divulgação Duda Pereira é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário portuense Wencim Leobas Duda Pereira é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário portuense Wencim Leobas

A defesa do empresário e ex-presidente do Sindicato de Revendedores de Combustíveis do Estado (Sindposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira (Duda), o advogado Paulo Roberto da Silva, negou, por meio de nota encaminhada à imprensa na manhã desta sexta-feira, 9, que Duda esteja fora do País e lamentou o que chama de "condenação espúria, injusta, antecipada e precipitada" ao seu cliente. 

O Ministério Público Estadual (MPE/TO) protocolou na quinta-feira, 08, pedido para que a Justiça encaminhe à Polícia Federal o mandado de prisão expedido, há dois meses, contra o empresário Eduardo Pereira. A finalidade é que o nome dele seja incluído no Instituto Difusão Vermelha, ou seja, no sistema informático da Interpol, como foragido internacional. Duda é acusado de ser o mandante do assassinato do também empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, de 77 anos, conhecido como “Wencim”.Para o advogado Paulo Roberto, 

O promotor de Justiça Abel Andrade alega que há uma grande possibilidade do empresário estar fora do País, mais precisamente no Estado da Flórida, nos Estados Unidos. Porém, de acordo com o advogado Paulo Roberto, Duda está ausente para preservar sua integridade. "A defesa do Sr. Eduardo Pereira vem esclarecer que a notícia de que estaria foragido na cidade de Miami, no Estado da Flórida, EUA, é falsa. A defesa e a família manifestam sua indignação com a veiculação da notícia no site do Ministério Público Estadual, de autoria do promotor de justiça Dr. Abel Andrade, que inclusive solicitou a inclusão do nome de Eduardo Pereira na lista de procurados pela Interpol. A ausência do Sr. Eduardo da cidade de Porto Nacional se dá tão somente para preservar sua integridade física, que não pode ser assegurada pelo Sistema de Segurança Pública do Estado", informou a defesa do empresário. 

Ainda de acordo com o advogado, as repetidas ameaças sofridas por Eduardo Pereira estão devidamente registradas em boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Palmas. Segundo a defesa, a tentativa é de colocar a opinião pública da cidade de Porto Nacional e do Estado do Tocantins contra o seu cliente. "A atitude de alguns familiares da vítima e do promotor Abel Andrade demonstra a clara intenção de colocar a opinião pública da cidade de Porto Nacional e do Estado do Tocantins contra o Sr Eduardo e, por consequência, constranger os desembargadores integrantes da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins a manter um decreto de prisão ilegal, no momento em que se aproxima o julgamento de seu habeas corpus", afirma o advogado. 

A defesa diz que está havendo uma condenação precipitada. "Diga-se, que tal "condenação" não atinge apenas o Eduardo Pereira, mas, de igual forma, a sua família, em especial sua esposa e sua filha de apenas dois anos e meio de idade, cuja inocência está sendo vilipendiada pela crueldade de pessoas que utilizam dos meios de comunicação para tentar formar uma opinião negativa do empresário Duda Pereira, enquanto a defesa do mesmo fica sem espaço para se defender", segundo a defesa. 

Por fim, esclarece a defesa que o empresário Eduardo Pereira, no momento adequado e quando assegurada a sua integridade física, se apresentará para esclarecimentos. " Se apresentará para esclarecer a injustiça a que ele e sua família estão submetidos, bem como provar a toda população desse Estado a sua inocência", concluiu o advogado Paulo Roberto da Silva.

Saiba mais 

Mesmo foragido desde o mês de abril, o acusado ingressou com Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Tocantins, tendo sida negada a liminar por decisão do desembargador Ronaldo Eurípedes. O mérito do pedido de Habeas Corpus deve ser apreciado pelo Tribunal de Justiça na próxima semana.

Mandado de Prisão

O Mandado de Prisão Preventiva de Duda Pereira foi expedido no dia 10 de abril pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Porto Nacional, Alessando Hofman Mendes. O pedido de prisão apresentado pelo MPE foi motivado pelo fato de que o acusado teria tentado criar obstáculos à elucidação dos fatos, ao tentar intimidar e aliciar uma testemunha ocular do crime de assassinato. Duas pessoas que se identificaram como mensageiras do suposto mandante do crime procuraram a testemunha, a fim de convencê-la a mudar o depoimento prestado à Polícia Civil, inclusive oferecendo dinheiro para que alterasse sua versão dos fatos.

A abordagem dos emissários do empresário à testemunha foi gravada em áudio e apresentada pelo Ministério Público à Justiça, como prova. Um desses mensageiros é Sandro Alex Cardoso de Oliveira, que foi arrolado por Eduardo Pereira no processo por crime de homicídio, na condição de testemunha de defesa. A outra mensageira é a esposa de Sandro Alex Cardoso, conhecida como Selene.

Também com intenção de dificultar a elucidação dos fatos, o suposto mandante estaria agindo para tentar imputar a autoria do crime de homicídio a outra pessoa.