Saúde

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Especialistas da área da saúde alertam a importância do uso de preservativo em uma relação sexual de ambos os sexos. Para eles, é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas infecções sexualmente transmissíveis (DSTs), como a Aids.

Para a médica de família Dra Andréia Zanon, muitas vezes o uso da camisinha é dispensado por medo, preconceito, ou até mesmo alegações de desconforto, porém, não se pode deixar levar por essas situações. “O correto é não ter constrangimento nenhum em se prevenir. Não usar preservativo em uma relação sexual é um risco para saúde”, alerta, sugerindo que o melhor é o casal ter um bom diálogo.

Ela reforça também que a proteção mais eficaz contra doenças sexuais ainda é o preservativo que deve, no entanto, ser usado corretamente. “Do contrário, os parceiros estão expostos aos riscos de contaminação”, observa.

Disfunções

A médica explica também que as infecções sexualmente transmissíveis causam disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com deficiências físicas ou mentais, além de acarretarem alguns tipos de câncer, como o de útero, causado pelo vírus HPV.

Andréia diz que no caso da Aids, por exemplo, sem o uso do preservativo, pode haver infecção, por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral), ou por contato com esperma e secreção vaginal. Outras formas ainda podem transmitir o vírus HIV, incluindo contato com sangue contaminado, por meio de transfusões não seguras ou pelo compartilhamento de agulhas e seringas entre usuários de drogas injetáveis.

Os Centros de Saúde da Comunidade de Palmas são abastecidos com preservativos (camisinhas) masculino e feminino mensalmente, distribuídos à população da Capital gratuitamente.

O universitário Marcelo Alves, 21 anos, aponta alguns mitos sobre o uso de preservativo e também da qualidade das camisinhas que são distribuídas pela Rede. “Muita gente acha que o preservativo atrapalha na sensibilidade na hora do sexo e também que o preservativo distribuído nas unidades de saúde não são de boa qualidade”, relata. Mas profissionais da saúde afirmam que a camisinha distribuída gratuitamente em centros de saúde é segura igualmente aos adquiridos em farmácia, isso é garantido pelo sistema de certificação obrigatória gerenciada pelo INMETRO.