Economia

Foto: Adilvan Nogueira

Depois de um período dedicado exclusivamente ao levantamento e análise criteriosa das informações coletadas, a empresa encarregada de realizar estudo detalhado sobre a potencialidades das principais cadeias produtivas do Tocantins apresentou os primeiros resultados na manhã dessa quarta-feira, 25, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto). A exposição dos dados foi feita pelo engenheiro agrônomo e professor titular da Universidade de São Paulo, Marcos Fava Neves, contatado para realização do trabalho.

O estudo foi contratado com recurso do Fundo de Desenvolvimento Econômico (CDE), contrapartida da Fieto e parceria do Governo do Estado, por meio da SEDEN.

Em reunião na sede da Federação em Palmas, onde estavam presentes o presidente, Roberto Magno Martins Pires e representantes do governo estadual, Neves apresentou os resultados preliminares das cadeias produtivas de soja e milho. O estudo das demais cadeias (arroz, carne bovina, silvicultura e piscicultura) deverá ser concluído até o final de dezembro. Mas o lançamento do trabalho completo, em formato impresso e digital, está previsto para o primeiro trimestre de 2018. Também serão incluídas no estudo as cadeias de carne suína, de frango e lácteos.

Ao apresentar os resultados do estudo das cadeias produtivas da soja e do milho, o consultor destacou que o Tocantins tem área potencial de sobra para a produção agrícola, cerca de 49%, o que corresponde a 13.852 milhões de hectares disponíveis. Destacou ainda que o setor agropecuário atualmente é responsável por 92% do total exportado pelo estado e que o consumo mundial de alimentos aumentará nos próximos anos, principalmente de soja e milho. Com base nessas informações, Marcos Fava aconselhou a viabilização da expansão da produção desses grãos no Tocantins.

“Fechamos hoje o estudo da soja e do milho com um evento onde as pessoas presentes apresentaram suas sugestões que vão compor uma publicação a ser lançada no início do ano que vem, juntamente com as outras cadeias produtivas em estudo”, afirmou Marcos Fava, que aproveitou para destacar a iniciativa da Fieto. “A instituição olhou para o futuro e resolveu contratar um grupo especialista em planejamento estratégico para estudar setores importantes do agronegócio do Tocantins e saber como eles podem crescer, gerando mais oportunidades de inclusão das pessoas, de trabalho, geração de impostos e de valores”, disse.

Roberto Pires, presidente da Fieto, acredita que o estudo das principais cadeias produtivas vai clarear a visão do empresário tocantinense para que ele saiba exatamente onde focar sua energia para o desenvolvimento do segmento agroindustrial do estado, fortalecendo a indústria local. “O estudo dará também subsídios para a concepção de um modelo estadual de desenvolvimento industrial que contemple a real importância do apoio, de forma específica, a estas cadeias”, acrescentou Pires.

Entre os objetivos do estudo estão a análise da viabilidade financeira do desenvolvimento da indústria local, a comparação da competitividade do Tocantins frente aos demais nestas áreas e a identificação de meios de fortalecimento destes setores através da transformação dos produtos (industrialização dos bens primários produzidos pela atividade agropecuária local).