Economia

Foto: Divulgação/Sebrae

 O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou no Brasil graças a participação das micro e pequenas empresas. Depois da retração de 3,8% do PIB em 2015, houve uma queda na produção de bens e serviços e prejudicou a criação de novas vagas de empregos no País. Na contramão dessa situação, os pequenos negócios tocantinenses registraram aumento em suas contratações e já somam mais de 70% dos empregos gerados em 2016. Os dados são do levantamento feito pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho no primeiro semestre de 2017.

Há dois anos, o empresário Arlindo Galvão resolveu enfrentar a crise. Procurou o Sebrae para se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI) e abriu uma lanchonete. Depois de avaliar o mercado e as necessidades dos clientes passou a oferecer almoço. “Comecei a servir os pratos feitos, famosos PF’s, na hora do almoço na minha lanchonete. A clientela cresceu e passei a trabalhar com self service. Foi nesse momento que percebi que meu negócio estava aumentando e precisei contratar funcionários”, explicou Galvão que passou de MEI para microempresário e hoje emprega três funcionários e duas diaristas.

Na região Norte do Brasil, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) admitiram 406 mil trabalhadores, em 2016.  No Tocantins, nesse mesmo ano, foram admitidos 65.847 novos trabalhadores. Dessas vagas, mais de 48 mil foram geradas pelos pequenos negócios. As Médias e Grandes Empresas criaram 17.302 (26,3%) novas vagas de emprego em 2016.  

“No período de crise, quando as médias e grandes empresas fizeram mais demissões do que contratações, o número de funcionários das micro e pequenas empresas aumentou.  Esses dados nos mostram que quando se trata da geração de empregos, os pequenos negócios sempre geram mais ou demitem menos dos que as empresas de médio e grande porte. A recuperação da economia começa a ser percebida e as micro e pequenas empresas são protagonistas deste processo”, explicou o superintendente do Sebrae, Omar Hennemann.

Uma observação mais detalhada dos dados do Caged mostra que os pequenos negócios tocantinenses empregaram 33,8% de trabalhadores com até 24 anos, 48,8% de trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos e 17,4% de trabalhadores de 40 anos ou mais. As micro e pequenas empresas que mais contrataram no Tocantins são dos setores de serviços e comércio