Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Publieditorial

Imagine um roteiro turístico com os principais pontos turísticos em Palmas: o Palácio Araguaia, o Monumento Dezoito do Forte, o Memorial Luis Carlos Prestes, um bom restaurante contemporâneo e o Cassino, para fazer algumas apostas na roleta. Parece impossível? Mas é isso mesmo que o Senado está preparando, com o projeto de lei para liberar os cassinos e todas as formas de jogo em geral.

Liberação do jogo: um assunto polêmico

O tema já vem sendo debatido faz algum tempo e está agora na fase final de discussão. O projeto inclui liberação do bingo, jogo do bicho e máquinas caça-níquel. Os defensores argumentam que a receita de impostos seria de bilhões de reais e que muitos estão esperando a regulação, já que não querem atuar na clandestinidade. Mas os opositores da ideia, principalmente a bancada evangélica, apontam os efeitos sociais da medida, além da questão moral que motivou essa proibição em primeiro lugar em 1946, pelo presidente Dutra – impulsionado por sua esposa, segundo diz a “lenda”.

As loterias como alternativa

É preciso lembrar que tem uma forma de jogo que já é liberada, exatamente porque não tem risco de viciar o jogador ou de levar ele a gastar as suas economias e sua casa para jogar mais um pouco: as loterias. Através da internet, você pode jogar na Mega Sena Online e até em grandes loterias internacionais. Tem também a vantagem de saber que o sistema de jogo destas loterias é verificado e certificado por autoridades credenciadas, ao contrário do que acontece com os cassinos online baseados em países como Gibraltar ou Ilhas Cayman, que são menos claros nessa aspecto.

Quais as reais possibilidades?

Várias versões do projeto de lei têm sido mostradas pela mídia, mas em todas aparece a hipótese de que cada estado tenha direito a um número limitado de licenças para a construção e operação de cassinos. Isso significa que, na teoria, cada estado brasileiro poderia ter pelo menos um cassino operando. Por que não Palmas?

Certamente que Palmas não será das primeiras cidades do Brasil a avançar para a construção de um cassino; esse papel estará reservado ao Rio, São Paulo e às grandes metrópoles do Sudeste. É mais provável que apareçam casas de máquinas caça-níquel e promotores de jogo do bicho ou bingo, já que são mais fáceis de lançar.

Em qualquer um dos casos, é provável que os setores mais conservadores, ou com mais receio dos efeitos morais e sociais da jogatina, se movimentem contra a chegada dessa infraestrutura no Tocantins. Prevê-se um debate forte em um futuro próximo.