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Esporte

Um jovem brasileiro conseguiu um feito notável nas qualificatórias para a Copa do Mundo de Fortnite que vai acontecer no próximo mês de julho. De acordo com o Adnews, a primeira das três duplas brasileiras já foi encontrada e é constituída por Nicollas “Nickss” Polonio e Pedro “pfzin” Freitas. “Nickss” tem apenas 13 anos e será o mais jovem jogador de sempre da competição. A própria desenvolvedora Epic aprovou pessoalmente o jogador, pois foi preciso confirmar o limite de idade mínima, estabelecido precisamente nos 13 anos.

Felipe Funari, diretor de esports da W7M Gaming que representa os dois jogadores, declarou ao Adnews que “o risco valeu a pena” e que o jovem Nicollas aprendeu imenso com Thiago “Calango” Limas Campos e também com o próprio Pedro Freitas. Funari acrescenta que a natureza do Fortnite permite que os jogadores apareçam e se destaquem, mostrando rapidamente seu talento e sua aprendizagem.

E-sports: até onde poderá ir?

A Copa do Mundo de Fortnite está apresentando premiações de cerca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 118.630,000) para seus participantes. Nicollas Polonia e Pedro Feitas já vão garantir US$ 55,000 (R$ 217,000) por sua simples participação na Copa – um evento que vai acontecer não em alguma cidade desconhecida ou mais econômica, mas justo em Nova York.

Esse poder econômico mostra bem a forma como os E-sports vêm crescendo e vêm se tornando um verdadeiro fenômeno cultural de massas. O negócio é tão sério que algumas casas de apostas esportivas internacionais, como a Vulkanbet, já permitem a seus usuários fazer apostas em competições de e-sports como fariam em futebol. Os tempos dos videogames de console “fechado”, não ligado à internet, parecem ser coisa do passado. Os videogames são ao mesmo tempo um esporte, uma forma de entretenimento e um espaço de convívio cultural. É jogando Fortnite que muitos jovens da atualidade convivem uns com os outros.

O caráter democrático do esporte

Um dos motivos para o sucesso de um esporte é seu caráter democrático – o que foi também essencial para o sucesso do futebol no século XX. Para jogar futebol só precisava um terreno aberto, uma bola e quatro pedras para fazer dois gols. E qualquer um poderia jogar; não era necessária uma rede especial, nem um cavalo, barco, carrinho, nada disso.

O mesmo está acontecendo em nosso século, à medida que os consoles e os videogames vão se tornando, espantosamente, onipresentes. E além deste caráter democrático, os E-sports têm outra vantagem: não precisa estar nos grandes centros urbanos ou econômicos. O esporte não precisa crescer nas grandes cidades abertas à influência internacional. Basta que sua cidade tenha ligação à eletricidade e à internet.

Nesse aspeto, os E-sports são ainda mais democráticos que o futebol. Todo o mundo pode praticar, evoluir e competir, independente do lugar onde viva. E isso só pode ser positivo para os jogadores de E-sports do Tocantins, que não precisarão voar até São Paulo ou o Rio de Janeiro para melhorarem seus scores. Seus rivais cariocas, paulistas e mundiais estão aí, na internet. Será que veremos uma nova geração de heróis esportivos nascer no Tocantins?