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Opinião

O jornalista Paulo Henrique Amorim afirmou em seu blog que a senadora Kátia Abreu (DEM) identificou o partido majoritário no congresso. É o partido dos ruralistas composto de 120 parlamentares - disse Amorim. Segundo ele são estes parlamentares que estão impedindo a aprovação de lei que desapropria glebas que usam trabalho escravo. Amorim informou que a senadora, disse que a bancada a que pertence está unida nesse objetivo.

Para o jornalista, isso desmente a tese do egrégio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que o mandato pertence ao partido a que esteja filiado o eleito. Irônico ele escreve: "O mandato da senadora não pertence ao Tocantins, que a elegeu majoritariamente, nem ao velho PFL (antes Arena e hoje DEM), a que está filiada - e que, pelo que se lê em seu programa, não defende o trabalho escravo. Seu mandato, assim como o dos 119 outros, são do agronegócio, porque sua fidelidade é aos interesses dessa atividade econômica."

Segundo Amorim as estatísticas mostram que centenas de cortadores de cana morrem no eito ou, mais tarde, em conseqüência das brutais condições a que são submetidos nas plantações de São Paulo e de várias outras regiões do Brasil.

Ele ainda argumenta que talvez fosse melhor que o TSE passasse a reconhecer o corporativismo como base do Estado. Assim a bancada dos ruralistas seria oficializada como um partido, a dos banqueiros (que delegam essa tarefa a seus prepostos) como outro, e, da mesma forma, a dos industriais e a dos bingos.

Fonte: Conversa Afiada