Polí­tica

Foto: Antônio Gonçalves

A orientação da resolução do PT divulgada neste final de semana passado é clara. Priorizar alianças com partidos da base do presidente Lula. Até aí, nenhuma novidade, apenas reprodução do que já vinha sendo dito, e o principal parceiro no estado deverá ser mesmo o PMDB.

Surpresa mesmo é a abertura para composição com os principais partidos opositores do presidente. No estado o PT está conversando em 5 municípios com o DEM e em outros tantos com os tucanos do PSDB. Pode haver articulação para aliança? Sim, segundo o presidente regional do partido, Donizeti Nogueira, não está autorizado, mas vai ser discutido caso a caso e o diretório fará o monitoramento.

No caso específico de Araguaína, onde Ronaldo Dimas (PSDB) mantém conversações com Célio Moura (PT), Donizeti informa que é uma conversa local que não chegou à instância estadual.

Sobre o namoro PMDB/PT, na semana passada o presidente do PMDB tocantinense, deputado federal Osvaldo Reis, recebeu em seu escritório em Brasília o presidente regional do PT e tiveram as primeiras conversas. “O Donizeti é meu amigo, ele me ligou e eu tive o prazer de receber aqui no meu escritório”. Segundo Donizeti “Foi o primeiro momento das conversas para mapear os próximos passos que serão dados”, ele afirmou que na conversa com o deputado Osvaldo Reis pode perceber que não há resistência do presidente peemedebista.

No encontro os dois líderes observaram o cenário no estado e definiram que, nos municípios onde não houver a possibilidade de ficar juntos, haverá um pacto de não agressão.

Ficou definido que os dois partidos irão discutir as realidades locais. A partir desta semana o PT estará dialogando também com PSB, PDT, PCdoB, PP e PPS, assim como já fez com o PR. No caso da capital, Palmas, Donizeti disse que tem a expectativa que estes partidos fiquem com o prefeito Raul Filho, mas disse que é uma decisão que terá de passar por todos e principalmente pelo PMDB que já tem o vice-prefeito. “Vamos conseguir fazer as articulações. Todos os atores políticos são comprometidos com o interesse popular e saberão desprezar os interesses individuais a favor dos interesses da população”, afirmou.

Segundo Osvaldo Reis, no caso específico da capital o PMDB está dividido e ele (Reis) buscará a unidade, “o PMDB é um partido grande, é natural que tenha muitas lideranças importantes, temos hoje o vice-prefeito, são coisas que o PMDB tem compromissos, por outro lado o Eli (Deputado Eli Borges) sempre lutou para ser candidato. Não quer dizer que será lançado, mas é um quadro importante do partido e uma referência para os vereadores (candidatos) conversarem”.

Reis ainda lembrou os compromissos com a base da aliança da vitória “aí entra o DEM, temos que levar em consideração, é um partido que está na base”. Segundo ele, é preciso tempo para que o PMDB possa discutir. O presidente do PMDB ainda lembrou que em Colinas o partido vai marchar com José Santana (PT), mas que o deputado estadual Sandoval Cardoso vai lançar o candidato do partido no município.

Democratas

Com relação ao DEM, Donizeti afirmou que “temos hoje no estado não como um adversário, mas como um inimigo do presidente Lula”. O petista lembrou que a prática “carrancista e violenta” do partido prejudica o diálogo. Entretanto, Donizeti afirmou que, “não é todo o DEM que tem este comportamento intransigente e pouco afeito às causas populares”.

 

Umberto Salvador Coelho