Opinião

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Durante dias, seja nos livros – folheando biografias de grandes personalidades mundiais – seja também em outras fontes de pesquisa, além de consultar meus alfarrábios, procurei definir o homem José Wilson Siqueira Campos.

Para esse desígnio demandou dias e noites a fio para tentar ao menos caracterizar este homem público, nascido no pé da Serra do Araripe, que emoldura e domina a belíssima paisagem da Região do Cariri e que ainda hoje povoa as suas lembranças e a sua sempre crescente saudade dos bons tempos da infância e das inesquecíveis pessoas de sua vida: seu pai, sua mãe, seus irmãos, colegas e amigos, mas, infelizmente, não achei conceitos que pudessem definir Siqueira Campos no sentido lato da expressão, apenas encontrei referências que traduzem este estadista, que, ao longo da sua vida de total entrega à causa do sofrido povo do então norte de Goiás, sendo vereador, deputado federal por cinco mandatos (época em que, com a contribuição dos leais companheiros, criou o estado do Tocantins), além de governador por três mandatos.

Homem à frente de seu tempo, com uma atuação parlamentar e de liderança política estratégica e desenvolvimentista, há muito previa, para citarmos apenas um exemplo, que sofreríamos com o 'Apagão Verde', com bem definiu em seus escritos dirigido aos políticos comensais do Tocantins: “Não sabem (eles) que estudiosos prevêem o 'Apagão Verde' em 2010”, em que o mundo passaria por dificuldades sem precedentes, quer proveniente da destruição das florestas, quer no que diz respeito a falta de alimentos. Seu presságio foi antecipado: já em 2008, não somente o Brasil, mas muitos países, inclusive potências mundiais, estão sofrendo com a falta de alimentos, provocando inclusive racionamento e, consequentemente, elevando o preço desses gêneros de necessidade básica.

Recentemente, Siqueira Campos viajou para a Ásia, a convite do governo japonês, para participar das solenidades em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e Ano do Intercâmbio Japão-Brasil em Tóquio, presididas por suas majestades o Imperador Akihito e a Imperatriz Michiko. Participaram também do evento, o príncipe herdeiro Naruhito, o primeiro-ministro e demais componentes do governo japonês.

Honraria como esta concedida pelo governo japonês é que diferencia Siqueira Campos dos demais homens públicos, pois foi o único tocantinense convidado para participar da cerimônia, conduta que seguramente satisfez ainda mais àqueles que seguem seu ideal, além de provocar reflexão naqueles que são seus adversários, uma vez que mesmo sem ocupar atualmente cargo público, é plenamente possível representar e tomar decisões em prol de seu povo no exterior.

Governador Siqueira e Dra. Marilúcia, sejam bem-vindos ao solo tupiniquim – são os votos desse inarredável entusiasta.

Na certeza de que a estada no Japão tenha sido por de mais proveitosa e esperamos que, assim como os primeiros nipônicos que aportaram em Santos há mais de cem anos, abordo do Kasato Maru, o senhor tenha voltado à pátria-mãe com as energias renovadas, vislumbrando um horizonte repleto de oportunidades, onde possa contribuir ainda mais para o seu povo.

Desejo, ainda, muita paz, saúde e que possamos, nesses dias que se seguem, retomar os bons tempos de otimismo.

 

Luciano Silva

Estudante do 9º período do curso de direito

Por: Redação

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