Campo

Foto: Bárbara Vasconcelos

A produção de alimentos sem uso de agrotóxicos passou a ser alternativa sustentável para melhoria da qualidade de vida da população mundial. Seguindo esse conceito, o governo do Estado, por meio da Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Ministério da Agricultura, realiza, de 26 de maio a 1º de junho, a IV Semana dos Alimentos Orgânicos no Estado. A campanha acontece durante a semana, em vários locais de Palmas.

O evento faz parte de uma conscientização nacional para esclarecer os produtores rurais e consumidores sobre o que são os produtos orgânicos, fazendo uma abordagem sobre os benefícios ambientais, sociais e nutricionais desses produtos, estimulando o uso saudável na alimentação. E ainda busca fortalecer os produtores orgânicos, que são em grande parte de agricultores familiares, responsáveis pela aplicação direta de serviços ambientais, com a manutenção da quantidade e qualidade da água e na preservação da biodiversidade.

O cultivo orgânico é um conjunto de práticas que obedece, entre outras orientações, a utilização racional do solo, a não contaminação do ambiente e a não exposição dos trabalhadores rurais e consumidores aos agrotóxicos sintéticos ou seus resíduos. Estabelece ainda a prática do comércio justo, ou seja, o preço deste tipo de alimento, embora a tendência seja baixar de acordo com o aumento da produtividade, nunca será igual ao do cultivado de forma convencional. Existe um custo para esta preservação, inclusive social.

Segundo a gerente de olericultura da Seagro Marfa Silingowschi, em Palmas a população já demonstra interesse em consumir produtos mais saudáveis. “Esperamos que o agricultor familiar do Tocantins comece a produzir de forma agroecológica. Não que passe de imediato para essa nova tecnologia, mas que aprenda que existe outra forma de produzir sem uso de insumos químicos”, explica.

Ela diz ainda que a produção de orgânicos nos últimos dois anos teve um grande impulso. “A procura por esses produtos sem agrotóxicos e fertilizantes químicos tem aumentado em média 10% ao ano, no mercado interno, e entre 20% e 30%, no mercado externo”, pontua.

Fonte: Secom

Por: Redação

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