Economia

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A descoberta de uma jazida de minério de ferro de mais de 150 bilhões de toneladas na Serra do Carmo, município de Palmas, no estado do Tocantins, começa a criar expectativas no setor econômico dos estados do Maranhão, Pará e Goiás.

A informação é do biólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (PR) e professor universitário em Imperatriz, Ulisses Brigatto Albino. De acordo com ele, a capacidade de exploração da nova jazida pode superar em 10 vezes a capacidade de operação da reserva de Carajás, no sul do estado do Pará, considerada a maior do país.

A paisagem e o modo de produção econômica dos quatro estados devem ser alterados em função das demandas e necessidades de operacionalização do que será a maior área de exploração de minério de ferro do mundo. De acordo com o professor, o gado e o pasto devem dar lugar a projetos de reflorestamento sustentável na região.

Mudanças

A mudança da tradicional pecuária de corte para o desenvolvimento de projetos ambientais já está sendo avaliada, inclusive pelos grandes produtores dos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Goiás. A empresa Visão Ambiental, sediada em Goiânia, iniciou o Estudo de Impactos Ambientais (EIA) e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (Rima) num complexo de fazendas localizado a 90 km da sede do município de Araguaína, em Tocantins.

Segundo Ulisses Brigatto, uma parceria entre o curso de Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais da Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão (Unisulma) e a empresa Visão Ambiental permitirá a avaliação da fauna nos 22 mil hectares das fazendas.

“Nós catalogaremos as espécies que existem na região com a ajuda dos acadêmicos de Ciências Biológicas. O trabalho é para comprovar que a fauna e a vegetação nativa estão saudáveis. Em seguida, será criada uma reserva de referência na preservação ambiental”, destacou o biólogo.

Reserva

Ulisses Brigatto acrescenta que na parte usada para a criação de gado e formação de pasto serão plantados eucalipto, paricá e teca para o reflorestamento da área. “As espécies serão usadas de forma sustentável para a produção do carvão vegetal, que será usado no beneficiamento do ferro extraído da jazida no Tocantins”, complementou o professor.

O relatório com as informações sobre as fazendas deve ser divulgado em 30 dias, inclusive com sugestões de recuperação, caso os 22 mil hectares do local estejam em condições irregulares de preservação. Pelo menos mais três projetos semelhantes aguardam a liberação para a execução nos quatro estados de influência da exploração da nova jazida de minério na Serra do Carmo.

Para o biólogo, o projeto será o primeiro exemplo de sustentabilidade na produção de matéria-prima de um modo legalizado e dentro das conformidades da legislação ambiental. “Nós estamos saindo da fronteira do Maranhão, entrando no Tocantins e com a possibilidade de trabalhar no Pará também”, comentou ele.

“Para o aluno que trabalhará na empreitada, significará experiência profissional, responsabilidade técnica e novas informações no currículo”, afirmou o biólogo, acrescentando ainda que outro destaque é a valorização do profissional de biologia, uma das profissões que apresenta grande potencial de inserção no mercado de trabalho.

 

Fonte: O Estado do Maranhão

Por: Redação

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