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Foto: Dicom/AL Moreira garante que o governador tem tudo para acertar Moreira garante que o governador tem tudo para acertar

O deputado Raimundo Moreira (PSDB) acha que ainda é cedo para se falar em bloco de oposição na Assembleia Legislativa do Tocantins. Por enquanto, são declaradamente oposicionistas apenas os deputados Osires Damaso e Toinho Andrade, ambos do DEM. “Não posso avaliar por esse aspecto, porque os blocos não foram formados ainda, o que deve ficar para o final do ano”, ponderou o parlamentar tucano.

Moreira ressaltou, no entanto, que apesar de pertencer à União do Tocantins, coligação de oposição, apóia o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB). No seu entendimento, o bloco de oposição deve ficar mais para frente. Este bloco seria integrado por ele e pelo deputado Cacildo Vasconcelos (PP), totalizando quatro parlamentares. O deputado Marcelo Lelis (PV) permanece reticente nessa questão. “Por enquanto, não se cogita dessa hipótese, mas afirmo que não saio da União do Tocantins”, ressalva o deputado.

Sobre a mudança do cenário político logo após o fim do período de desincompatibilizações (mês de abril) e da véspera das convenções partidárias, o tucano é lacônico: “olha, o futuro pertence a Deus, mas a nova configuração das alianças vai depender muito da atuação do governo”.

Moreira garante, no entanto, que o governador Carlos Gaguim tem tudo para acertar. “Naturalmente, um governo quando está realizando e acertando não tem por que não prestar-lhe total apoio. Não podemos é ser coniventes com possíveis e repetidos erros, corrupção e malversação da coisa pública que aconteceram no passado. Temos que corrigir isso e fazer dessa oportunidade uma chance de ouro conquistada para que o Tocantins se realize”, analisa o parlamentar, acrescentando que foi nessas condições que apoiou Gaguim.

Sobre a aliança entre DEM e PSDB em nível regional, Moreira não tem uma opinião ainda formada, mas leva em consideração que a união entre os dois partidos em nível nacional pode facilitar a aliança estadual, com vistas à sucessão de 2010. “Porém, acho que essa questão deve ser avaliada a partir do ano que vem, às vésperas das convenções partidárias. Eu sou da opinião de que o que for melhor para o Estado do Tocantins é melhor pra nós”.

(Gilson Cavalcante)