Economia

No mês do Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março), levantamento do informativo O Lojista, da CDL Palmas, comprava que a inserção da mulher no mercado de trabalho em Palmas é uma realidade consolidada. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), administrado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), apontam que a cidade tinha, no final de 2008, 51.622 mulheres no mercado do trabalho. O número representa 49,72% dos 103.820 postos de emprego na época. A quantidade de homens foi de 52.198, ou 50,28% do total.

Progressão feita pelo O Lojista sugere que, no final de 2009, o contingente de mulheres que trabalham em Palmas tenha chegado a 52.923, enquanto que o de homens fecharia em 53.513. Essa conclusão é baseada na taxa de crescimento 2,52% populacional de Palmas estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O percentual de 49,72% de mulheres no mercado do trabalho é o maior do Brasil entre todas as capitais. Porto Alegre e Florianópolis ficam na casa dos 49%, mas, mesmo assim, não alcançam os números de Palmas.

Na comparação com a média nacional, Palmas também está bem à frente no que se refere a mulher trabalhando. Enquanto no país o percentual de mulheres em empregos formais é de 41,03%, a capital tocantinense tem um índice de 8,7 pontos percentuais maior.

Em relação ao Tocantins, Palmas também se destaca. No Estado o percentual de mulheres ocupando vagas no mercado de trabalho é de 44,97%, ou seja, 4,75 pontos percentuais menor do que o da capital. Contudo, uma análise mais detalhada dos números, revela a comparação constata, também, um índice muito grande informalidade no interior do Tocantins. Isso porque, segundo os dados do Caged, dos 213.125 postos de trabalhos formais no Estado no Inal de 2008, 103.820 – o que representa 48,71% do total – está em Palmas, cidade que possui menos de 20% da população total do Tocantins.

Distribuição

O Caged divide o total de trabalhadores em oito ramos de atividades diferentes: extrativa mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária.

Por ser uma cidade administrativa, com a sede do governo do Estado e as suas secretarias, além de todos os órgãos federais, o maior contingente de trabalhadores na capital se encontra na administração pública e, nesse ramo, a mulher possui ampla vantagem sobre o homem com 39.439 postos de emprego contra 28.132. Essa diferença tão grande se explica pela força do magistério, já que a maioria dos professores (seja na rede municipal, estadual ou federal) é do sexo feminino.

Em todas as outras sete atividades relacionadas pelo Caged a vantagem é do homem. No comércio, a quantidade de mulheres em 2008 era de 4.174 pessoas e de homens de 6.439. Ao todo, são 10.613. Na atualização dos dados para 2009 com base no aumento populacional registrado pelo IBGE, a contingente de pessoas empregadas no comércio chegaria a 10.880. Entretanto, a CDL Palmas (Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas) estima que o número seja um pouco maior, pois 2009 foi ano da instalação das grandes redes de supermercados na capital.

Ainda com base nos dados do Caged de 2008, na comparação homem/mulher, o sexo masculino fica 60,67% das vagas no comércio, enquanto 39,33% são das mulheres.

No setor de serviços, os homens somavam 8.619 e as mulheres eram 6.553. Percentualmente, o sexo masculino fica com 56,44% e o feminino com 43,56%.

Juntos, comércio e serviços somavam 25.885 postos de trabalho na capital. Em atualização com base no crescimento populacional do IBGE, o número salta para 26.537.

Avaliação

Para o economista Peterson Dias, o número expressivo de mulheres trabalhando em Palmas é resultado de vários fatores. Entre eles o economista destaca a mudança no arranjo da mudança familiar, com muitas mulheres morando sozinhas e se sustentando com os próprios recursos, além e da quantidade de mulheres que é chefe de família.

Em 2008, o Tocantins tinha 17% dos lares comandados por mulheres. Aplicando o mesmo percentual em Palmas, pode se estimar que quase 9 mil lares da capital são chefiados exclusivamente por mulheres.

Ocupação do mercado de trabalho

                                            Homens          Mulheres

Palmas                                   50,28%             49,72%

Tocantins                               55,03%             44,97%

Brasil                                      58,97%             41,03%

História

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Em 1975, a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Fonte: Assessoria de Imprensa CDL Palmas