Polí­tica

Foto: Dicom/AL

Durante seu discurso no plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, a deputada estadual, Josi Nunes (PMDB), líder do governo na Casa, lembrou que ação que poderá demitir 21 mil servidores do Estado foi movida pelo PSDB do ex-governador Siqueira Campos.

Em seu discurso, a deputada ressaltou também que o primeiro governador a realizar esse tipo de contratação de funcionários foi o próprio pré candidato da União do Tocantins ao governo do Estado.

Carta de Siqueira

Na ocasião, Josi criticou a carta enviada à imprensa por Siqueira, na qual Siqueira reconhece que “o ex-governador deve muito aos funcionários público do Tocantins”. Lembrando de trechos da carta, a deputada afirmou que um dos argumentos usados por Siqueira para justificar as acusações contra o PSDB foi que “o período eleitoral é uma época de mentiras e trapaças”. Ao citar este trecho da carta, a deputada questionou: “É mentira que foi o PSDB que moveu a ação que irá demitir 21 mil funcionários?”

Resposta dos sindicatos

Josi ainda lembrou também da resposta dada pelos sindicatos ao comunicado de Siqueira. De acordo com a deputada, os representantes dos funcionários se mostraram indignados com as ações do então governador.

A parlamentar ressaltou que os sindicatos tem acompanhado de perto as ações do governo na tentativa de resolver a situação, e que, no comunicado, os sindicalistas “vão alinhavando cada injustiça feita pelo ex-governador ao servidor”. Citando a “forma truculenta” como Siqueira tratava os funcionários, a deputada lembrou do período da greve dos policiais militares do Tocantins, quando o governo enviou tropas do exército para as ruas de Palmas. “Ao invés do diálogo, o governo usou armas e tanques apontados para as famílias dos policiais”, completou.

Outras injustiças

Outros pontos levantados pela deputada em seu discurso, foi a falta de assistência médica e odontológica promovida pelo então governador. Segundo a líder do governo, “foi no governo de Siqueira que foram cortados os planos médicos e odontológicos do servidor”.

Josi destacou ainda que na época, os servidores não tinham plano de carreira e ficaram mais de 6 anos sem aumento salarial.