Polí­tica

Foto: Elpídio Júnior

O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Fernando Neves em entrevista ao Conexão Tocantins na tarde desta segunda-feira, 23, disse que a expectativa em torno do caso do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) é que a corte libere a candidatura do peemedebista.

O ex-ministro foi contratado á parte pelo ex-governador para fazer a sustentação oral de defesa e responder pelo processo. Na entrevista, Fernando não quis entrar em detalhes sobre a linha de fesa que vai adotar para convencer os ministros a manterem a candidatura de Marcelo.

“Não vou adiantar isso para a imprensa”, disse. Ele também não confirmou se vai manter a mesma base de argumentação de defesa que a assessoria jurídica da Coligação Força do Povo teve no Tribunal Regional Eleitoral.

“Tenho expectativa de confirmar a candidatura dele”, frisou, completando que não adiantará a linha de defesa do caso.

O relator do caso de Marcelo é o ministro Aldir Passarinho Junho, segundo informou o advogado. O TSE deve julgar esta semana se dará ou não aval para a continuidade da candidatura de Marcelo para o Senado.

O TRE liberou a candidatura de Marcelo alegando que a lei do Ficha Limpa não podia ser aplicada ao caso mas a Procuradoria Regional Eleitoral recorreu ao TSE para tentar barrar a candidatura do peemedebista.

A vice-procuradoria eleitoral já se manifestou contra a candidatura do peemdebista.

Efeito político

No meio político paira uma insegurança com relação à candidatura do peemedebista e nomes como o de sua esposa, Dulce Miranda e até do senador Leomar Quintanilha (PMDB) foram cogitados nos bastidores para uma possível substituição.

O candidato em recentes manifestações, se mostra confiante no resultado e já adiantou que pretende recorrer no Supremo Tribunal Federal caso o TSE não libere sua candidatura.

Projeto Ficha Limpa

No dia 7 de agosto o ex-ministro deu uma entrevista à imprensa nacional onde afirmou que a tarefa de barrar os candidatos com "ficha suja" é do eleitor.

"Achar que nós não devemos eleger para cargos públicos pessoas que não têm um passado recomendável, isso é correto. Só que a Justiça Eleitoral não pode impedir isso. Se 90% da população acha que não deve eleger pessoas com passado pouco recomendável, nós temos que demonstrar isso no nosso voto", afirmou à equipe de reportagem do Portal Uol.