Palmas

Foto: Divulgação Quando um mosquito Anopheles infectado por plasmódio pica uma pessoa, ele injeta no sangue o plasmódio na forma de esporozoítas, que penetram nas células do fígado e se multiplicam Quando um mosquito Anopheles infectado por plasmódio pica uma pessoa, ele injeta no sangue o plasmódio na forma de esporozoítas, que penetram nas células do fígado e se multiplicam

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reúne médicos e enfermeiros para capacitação sobre o diagnóstico e tratamento precoce de casos de malária em Palmas. A capacitação será nesta sexta-feira, 15, no auditório da secretaria, a partir 14 horas.

“O objetivo do evento é familiarizar os profissionais de saúde recém-chegados à Semus, quanto aos protocolos exigidos pelo Ministério da Saúde no atendimento a pacientes suspeitos de malária”, explica Maria do Socorro Sarmento, coordenadora de doenças transmissíveis da Semus.

Casos da doença

Dados da Semus revelam que em 2008 foram registrados 15 casos importados da doença; em 2009, 17 casos importados e, até outubro de 2010, mais 10 casos importados de malária chegaram a Palmas.

“Não há casos registrados de contaminação pelo vetor da malária em Palmas desde 2006. Entretanto, é grande o número de casos de pessoas que adquirem a doença em outros municípios e em outros estados como o Pará e o Maranhão, e chegam a Palmas procurando atendimento”, afirma Éldi Vendrame Parise, responsável pela área técnica da malária.

Tratamento

Os sintomas iniciais da doença são febre alta, dores no corpo, calafrios e tremedeira, suor abundante, pele amarelada, náuseas e vômitos. Ao suspeitar dos sintomas, o paciente deve procurar imediatamente sua Unidade de Saúde de referência, onde poderá realizar a coleta de material e receber em até 24 horas o resultado do exame.

A rapidez no diagnóstico precoce da malária é muito importante, pois tanto o homem, como o mosquito anopheles são vetores da doença. “Pesquisas mensais realizadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) demostraram que os mosquitos anofelinos que circulam em Palmas não possuem o protozoário causador da doença. Por isso, nossa preocupação em realizar diagnóstico e tratamento rápidos para evitarmos a reinserção da doença em Palmas”, reitera Éldi.

Fonte: Assessoria de Imprensa Semus