Polí­cia

A família de Leandra Pereira daSilva, que faleceu nesta quinta-feira, 28, no Hospital Geral de Palmas procurou o Conexão Tocantins para questionar um constrangimento no velório na tarde desta sexta-feira.

Segundo o tio da vítima, Cícero de Nascimento Silva, o hospital forneceu o laudo errado o que fez com que o IML interrompesse o velório levando o corpo de Leandra para análise. O episódio aconteceu por volta das 13 horas.

O tio culpou o HGP pelo constrangimento. “Ela já entrou no hospital mal atendida e saiu também mal atendida. O corpo foi tirado na frente de todo mundo e levado para o IML”, frisou.

Cícero argumenta também que com a falha no laudo o corpo terá que ser enterrado antes do previsto em razão de custos com a funerária. “Estamos muito abalados e isso com certeza nos abalou mais ainda”, disse.

Depois da liberação pelo IML várias lideranças comunitárias da 603 Norte, quadra da família da vítima, vão acompanhar o cortejo até o cemitério Jardim da Paz.

Leandra faleceu por volta das 10 horas da manhã de ontem, com morte causada por insuficiência respiratória e ainda infecção generalizada. A morte da jovem ocorreu depois de cinco meses dela ser vítima de disparos de arma de fogo pelo companheiro com quem vivia há três anos.

Uma investigação está aberta sobre o caso de violência contra a jovem mas o ex-marido da vítima está foragido.

O líder comunitário da região norte, Erivelton da Silva repudiou a maneira como foi tratado o caso de Leandra pelo HGP. “Isso é um absurdo”, frisou ele, que é ainda presidente do Conselho Comunitário de Segurança e Defesa Social.

HGP

A Assessoria de Imprensa do HGP está verificando o médico responsável pelo laudo e ainda apurando a liberação do mesmo para se pronunciar sobre o caso.