Polí­tica

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Assim como os candidatos ao governo do Estado, os concorrentes ao senado também prestaram contas de campanha ao Tribunal Superior Eleitoral nesta semana. Dos candidatos eleitos pelo Tocantins, o senador João Ribeiro (PR), foi o que teve maior arrecadação, enquanto o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) obteve maior sobra de recursos.

Ribeiro, que foi o candidato mais votado ao senado nas últimas eleições tocantinenses, arrecadou um total de R$ 2.158.477,04, sendo o maior benfeitor, seu Comitê Financeiro Interno, com arrecadações que variaram de R$ 75 até valores na cifra de R$ 125 mil.

No entanto, o senador reeleito pelo PR teve outros grandes financiadores para a sua campanha, como uma construtora que doou R$ 100 mil e o governador eleito, Siqueira Campos (PSDB), que participou com R$ 246.808,16.

As despesas de campanha do senador, assim como suas arrecadações, estão bem detalhadas na planilha do TSE. Dos gastos de campanha de João Ribeiro, o que chama a atenção é o grande volume de pagamentos de pessoal. São valores pequenos que variam de R$ 100 a R$ 1,3 mil; no entanto, pagos a um número considerável de pessoas devidamente identificadas. Contudo, os maiores valores estão discriminados como Baixas de Recursos Estimáveis em Dinheiro, com gastos de até R$ 246 mil.

Além destas, outras despesas estão discriminadas na planilha do tribunal, como publicidade, locação de veículo, luz, água, telefone, carros de som.

No total, João Ribeiro gastou R$ 2.157.919,06, ou seja, R$ 557,98 a menos do que arrecadou sua equipe para a campanha.

Marcelo Miranda

O ex-governador eleito para o senado obteve uma arrecadação total de R$ 1.517.456,77. Seu maior financiador, assim como os demais candidatos, foi se Comitê Financeiro Único, com doações que variaram entre R$ 3 mil e R$ 78.576. Da mesma forma que Ribeiro, Marcelo também teve boas participações individuais no financiamento de sua campanha. O Diretório Nacional do PMDB, por exemplo, entrou com uma verba de R$ 300 mil para eleição do candidato; mesmo valor pago por um banco para a sua campanha.

Também a exemplo de Robeiro, Miranda teve grande volume de pequenas despesas com pessoal na sua campanha. Foram valores que tiveram variação de R$ 99,69 até R$ 1 mil. Outras despesas, como publicidade, carros de som, locação de veículos, transporte fizeram parte do quadro de gastos da campanha do ex-governador.

Contudo, o que mais chamou a atenção nas planilhas do TSE, foi o valor pago pela equipe de Marcelo a uma firma de advocacia. Segundo o TSE, foram R$ 100 mil gastos com esta empresa.

Outros gastos que chamam atenção nas despesas de Miranda foram os chamados “Doações a Outros Candidatos ou Comitês Financeiros”. Com estas doações, Marcelo teve gastos que variaram entre R$ 15 mil e R$ 30 mil.

Ao todo, o peemedebista gastou R$ 1.512.408,84, ou seja, um excedente de mais de R$ 5 mil. De acordo com a legislação eleitoral, todas as sobras de valores das campanhas eleitorais, devem ser declaradas ao TSE e, após julgamento de todos os recursos, repassadas ao órgão partidário. Segundo o texto da lei, “as sobras de recursos financeiros de campanha serão utilizadas pelos partidos políticos, devendo tais valores ser declarados em suas prestações de contas perante a Justiça Eleitoral, com a identificação dos candidatos”.

Ranking nacional

Em matéria publicada na manhã desta quinta-feira, 4, o portal de notícias G1 (www.g1.com.br) listou as arrecadações de todos os senadores eleitos na eleição de 2010. De acordo com a matéria publicada no porta, João Ribeiro aparece na 37ª colocação das maiores arrecadações, enquanto Marcelo Miranda é apontado na posição de número 44.