Polí­tica

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O deputado Eli Borges (PMDB) iniciou discussão em plenário ao pedir que as sessões extras fossem realizadas apenas se houver necessidade.

O parlamentar frisou que não concorda com sessões realizadas sem necessidade. Nesse sentido, citou as duas realizadas ontem em que cada parlamentar receberá R$ 2.400, menos o líder do governo Freire Júnior (PSDB) que se recusou a receber.

Eli criticou sem citar nome a abordagem dada em alguns veículos sobre a realização das extras. "Sempre fui um homem de bem na minha vida pública e não tenho interesse em ganhar dinheiro fácil", salientou.

O governista Marcelo Lelis (PV) também entrou no assunto e sugeriu que os parlamentares se reunissem para analisar o assunto.“Está na hora da casa discutir o procedimento mais adequado para as extras”, disse.

Osíres Damaso (DEM) frisou que só vai participar de extraordinárias se for justificado para a população a necessidade. O democrata mencionou ainda que aceitará caso a Casa decida não fazer mais sessões reunumeradas. ‘Não estou na política para ganhar direito. Estou na política para ajudar o povo”, salientou. “Dentro de minha empresa trabalhando eu consigo ganhar mais que um salário de deputado”, disse.

Damaso disse ainda que só participará de extras quando o assunto for reanalisado.

Do PT, José Roberto pediu uma reunião para discutir o assunto. O petista disse estar com a consciência tranquila com relação às extras de ontem.

Também entrou an discussão o deputado Sargento Aragão (PPS) disse que a atitude do líder do governo Freire Júnior (PSDB) , que recusou receber os honoários das extras de ontem, não foi correta. Para ele, os deputados devem ficar atentos à questão da constitucionalidade.

Já para Stalin Bucar (PR), a atitude de Freire Júnior sobre as extras foi “falso moralismo”.

José Bonifácio (PR) ao entrar na discussão disse que as sessões extras estão previstas no regimento.Sem citar nome de nenhum colega, Bonifácio disse que não vai ser covarde como alguns para se aparecer para a imprensa. "Não vou me acovardar para agradar a imprensa ou quem quer que seja", disse.