Polí­tica

Foto: Philipe Bastos

Os deputados estaduais da oposição, atualmente doze, depois de todo impasse para votação do orçamento e embate de forças com os governistas deverão se refazer com relação à unidade do grupo.

O fato é que cada parlamentar se posicionou individualmente com relação às emendas propostas, por exemplo. O líder da bancada, Sargento Aragão (PPS) justificou ao Conexão Tocantins na manhã desta sexta-feira, 1º de abril, que cada um ficou livre para votar de acordo com as convicções pessoais no orçamento. “Deixamos a bancada livre”, salientou.

Portanto, alguns comportamentos durante as votações podem ser indicativos com relação à uma falta de sintonia no grupo. O deputado Sandoval Cardoso (PMDB) por exemplo surpreendeu quando votou com o relator Amélio Cayres (PR) na comissão de Finanças e negou apoio ao parecer de vista do colega de bancada Wanderlei Barbosa (PSB).

A falta de concordância com relação à emendas propostas também foi outro impasse interno que a oposição viveu nas discussões do orçamento.

Stalin Bucar (PR), por exemplo, chegou a manifestar em plenário no dia da votação a falta de consenso no grupo. Passada a votação o parlamentar salientou nesta sexta-feira ao Conexão Tocantins que o bloco não pode se desfazer. “Não podemos desmontar senão a Assembleia volta a ser sem respeito e sem credibilidade”, frisou em entrevista.

O deputado, que inclusive chegou a cogitar a possibilidade de aderir ao governo a pedido do senador João Ribeiro, afirmou que vai fazer o possível para que o grupo permaneça unido. “Eu acredito que devemos nos manter unidos, essa posição na votação do orçamento mostrou que a Assembleia não é alienada nem subserviente. Estamos inclusive recebendo elogios pelo nosso posicionamento”, frisou.

No saldo geral o embate de forças resultou na aprovação da peça orçamentária sem reduzir remanejamento do governo e sem tirar recursos da comunicação, como defendiam Aragão, Eli Borges (PMDB)e inclusive a deputada Josi Nunes que depois abriu mão da emenda depois.

As alterações feitas na peça tiraram apenas R$ 5 milhões da secretaria de Planejamento e Modernização Publica e R$ 2 milhões da Assembleia Legislativa. Enquanto Stalin, Aragão e Eli Borges mantinham resistência e posicionamento mais firme com relação à propostas de redução outros deputados não levantaram discussão e chegaram a afirmar que a postura era um "voto de confiança" ao governo.

Reunião para alinhar

O líder da bancada afirmou que fará uma reunião para justamente discutir como será daqui para frente. “Tem que reunir para ver qual é a proposta da bancada. Na minha opinião continua unida mas precisamos ver qual será o comportamento”, frisou.

Ligação

Além da discordância dos deputados, informações de bastidores dão conta de que Eduardo do Dertins (PPS) e Sandoval Cardoso (PMDB) teriam inclusive ligado para o secretário de Planejamento e Modernização Pública, Eduardo Siqueira Campos para avisar que votariam com o governo.

Em entrevista ao Conexão Tocantins, Sandoval negou a ligação. "Não falei com o Eduardo nesse dia", frisou.

Segundo o parlamentar, a união da oposição nas votações depende muito da matéria em questão. "Depende do caso", salientou. "Não há falta de união na oposição", frisou o deputado.

O Conexão Tocantins tentou por várias vezes ouvir o deputado Dertins sobre o assunto mas ele estava indisponível pelo telefone até o fechamento desta matéria.