Polí­tica

Foto: Koró Rocha Wandereli Barbosa destaca a necessidade de unidade dentro do grupo Wandereli Barbosa destaca a necessidade de unidade dentro do grupo

Em pronunciamento à frente do plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 19, o deputado Wanderley Cardoso (PSB) externou sua contrariedade com relação à decisão do Partido dos Trabalhadores em expulsar a deputada Solange Duailibe e o prefeito de Palmas, Raul Filho dos quadros do partido.

Durante sua fala, o deputado questionou a validade no embasamento da decisão do diretório estadual do partido para que os políticos fossem excluídos do partidos. Como exemplo, o deputado citou um caso na Câmara Federal, em que o deputado Severino Cavalcante (PMDB) foi eleito presidente da Casa, com o apoio do PT, mesmo tendo um candidato próprio. Na ocasião, o deputado Virgílio Guimarães.

Diretório de Paraiso

Durante sua fala, o deputado questionou a decisão do diretório municipal de Paraiso, quando entrou com o Recurso Contra Expedição de Diploma contra a deputada. De acordo com o Wanderley, na ocasião, a entidade estaria sofrendo influência direta do diretório regional do partido. “O diretório de Paraiso, que entrou com o Reced, foi orientado pelo diretório estadual”, disse.

Presidência da AL

No episódio da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, o deputado destacou que não foi a deputada que deixou de seguir as determinações do partido. De acordo com ele, foi o PT que mudou de orientação política ao apoiar a candidatura do deputado Raimundo Moreira (PSDB).

“Quando eles julgam a deputada Solange Duailibe e dizem que ela não seguiu a orientação do partido em apoiar um candidato do PSDB, lembro que o nosso grupo foi formado da base do governador Gaguim. Não foi a deputada Solange Duailibe que mudeou de opinião. Quem mudou foi o PT”, completou o deputado.

Representatividade

Assim como Solange, o deputado do PSB questionou a representatividade do diretório do PT no Tocantins. De acordo com Barbosa, o número de membros de diretórios não seria o suficiente para julgarem uma deputada com milhares de votos. “40 pessoas que conduzem o Tocantins do Estado não representam os 21 mil que elegeram a senhora” dirigiu-se à deputada.

Wanderley ainda comentou sobre outras expulsões do PT. Lembrando da época em que o agora deputado do PPS, Manoel Queiroz foi excluído do partido. “Até hoje, o PT do Tocantins, elegeu 5 deputados estaduais. 40% deles, por não dividirem da opinião do presidente, foram expulsos. Solange e Manoel”, disse.

Em tom mais elevado, o deputado ainda mostrou sua indignação contra a decisão do PT em expulsar seu grande parceiro na política municipal de Palmas. “Eu repudio a ação ditatorial do diretório estadual do PT, que é completamente contrária daquilo que o partido prega”, completou.