Campo

O diretor estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Messias Barbosa encaminhou nota ao Conexão Tocantins onde afirma que as 150 famílias que estão ocupando a fazenda Bunge em Fortaleza do Tabocão não fazem parte do MST.

“As lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no momento se encontra em Palmas acampadas em frente a superintendência do Incra em processo de negociação, não reconhecemos esse grupo que se diz integrante do MST, até porque nenhum prefeito tem falado até agora por nós”, salienta as lideranças sobre a ocupação.

Os líderes do movimento repudiaram ainda o fato do prefeito do município, João Batista Oliveira, o João Cirino (PMDB) ter feito declarações apoiando o movimento. “Repudiamos esse tipo de atitude, onde políticos se utilizam das necessidades das famílias e do momento atual para tirar proveitos próprios”, salientou. Veja abaixo a íntegra da nota.

Nota de Esclarecimento

Palmas-TO, 2 de maio de 2011

Conforme a informação que em torno de 150 famílias ocuparam nesta manhã uma área de terra da multinacional Bungue no município de Fortaleza do Tabocão – TO dizendo serem ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ( MST). Entendemos a importância da Reforma Agraria para a geração de emprego e renda e a sobrevivência dos trabalhadores sem terra. O agronegócio e a construção de barragens são fabrica de sem-terras e por isso manteremos sempre em luta pela conquista da terra e pelos direitos sociais das famílias.

Queremos informar que as lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no momento se encontra em Palmas acampadas em frente a superintendência do INCRA em processo de negociação, não reconhecemos esse grupo que se diz integrante do MST, até porque nenhum prefeito tem falado até agora por nós.

Repudiamos esse tipo de atitude, onde políticos se utilizam das necessidades das famílias e do momento atual para tirar proveitos próprios. Queremos reafirmar que o nosso compromisso é com as famílias sem terras e com a justiça social, sendo assim, estamos prontos para dialogar com as famílias sem terras que estão dispostas a lutar pela terra dentro da nossa metodologia organizativa e do compromisso histórico da classe trabalhadora na luta pela reforma agraria.

Atenciosamente

Messias Barbosa Cleudina Silvino

Direção Estadual Direção Nacional

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA