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Em entrevista coletiva realizada durante sua visita à Agrotins na manhã desta quarta-feira, 11, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou que a tendência é a redução dos preços dos combustíveis ainda no primeiro semestre deste ano.

A alta dos combustíveis tem sido um assunto recorrente, desde que esta foi anunciada no início deste mês, pelo governo federal. A principal justificativa para o aumento dos preços foi a entressafra de cana-de-açúcar, que elevou o valor do etanol, que compõe 25% da mistura com a gasolina nos postos.

De acordo com Rossi, o principal fator para o grande aumento nos preços dos combustíveis, além da entressafra de cana, foi a melhora nos preços pelo açúcar, o que levou os produtores a optar por esta produção, reduzindo a oferta de etanol aos postos. Com o forte crescimento na demanda por carros flex – cerca de 95% de aumento ao ano e a baixa na produção de álcool, a tendência foi o aumento nos preços.

Quando questionado sobre os subsídios federais para os usineiros produtores de cana, mesmo com o preço do etanol e do açúcar em alta, o ministro informou que não existe este tipo de auxílio. “Não existe subsídio aberto a nenhum produtor agrícola brasileiro, em particular”. No entanto, Rossi frisou que o governo federal “adotou” os produtores de cana como forma de incentivar a produção de etanol, como combustível mais barato e menos poluente.

O ministro, contudo, informou que os problemas já foram resolvidos e a tendência natural é que os preços baixem nas bombas de combustível do país. “O nosso principal objetivo agora é nos preparar para o período de entressafra no ano que vem, que é entre os meses de fevereiro e março”, completou.