Estado

Foto: Joatan Silva

O território do Nordeste do Tocantins, após dois anos de discussões, teve sua criação aprovada pelo Cedrus - Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural Sustentável, na manhã desta terça-feira, 26. Inicialmente fazem parte do Território os municípios: Pedro Afonso, Santa Maria, Campos Lindos, Centenário, Goiatins, Itacajá, Itapiratins, Bom Jesus, Barra do Ouro, Palmeirante, Filadélfia, Babaçulândia e Wanderlândia.

Além dos conselheiros, representantes governamentais e da sociedade organizada, participaram da reunião ordinária os prefeitos e os integrantes da Comissão de Criação do Território. De acordo com o subsecretário dos Assentamentos e Pequenas Propriedades, da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Rodolfo Botelho, o território tem como conceito a área geográfica de atuação de um projeto político-institucional, que se constrói a partir da articulação de instituições em torno de objetivos e métodos de desenvolvimento comuns.

“Partindo-se deste entendimento político, desenvolvem-se projetos produtivos, sociais, culturais e ambientais, normalmente orientados ou liderados por um projeto dominante ou ideia-guia. Os municípios participantes trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável, e ainda facilitam a captação de recursos, que inclusive são priorizados pelo Governo Federal”, ressaltou o subsecretário.

De acordo com a comissão de criação, os municípios foram delimitados através do PDRS - Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável. Atualmente a região possui mais de 100 mil habitantes e um índice de urbanização é de 66,12%. A maioria dos produtores está no grupo de área de até mil hectares, e estudos técnicos apontam como potencialidade as culturas da mandioca, produção leiteira, apicultura, fruticultura e piscicultura.

Segundo o presidente do Ruraltins, Olímpio Mascarenhas, a exemplo de outras regiões que criaram seus territórios o desenvolvimento econômico e social tem melhorados e já aponta crescimento do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. “O objetivo da criação do Território do Nordeste do Tocantins é melhorar a qualidade de vida do produtor rural”, completou.

MDA

O Ministério do Desenvolvimento Agrário sugere que o território deve possuir, antes de tudo, um tecido social, com relações de bases históricas e políticas que vão além da análise econômica. À dimensão territorial do desenvolvimento somam-se as já estudadas dimensões temporais (ciclos econômicos) e setoriais (a exemplo dos complexos agroindustriais). A formação de um território deve responder a cinco pré-requisitos: 1) mobilizar os atores em torno de uma ideia-guia; 2) contar com o apoio desses atores, não apenas na execução, mas na própria elaboração do projeto; 3) definir um projeto orientado ao desenvolvimento das atividades de um território; 4) realizar o projeto em um tempo definido; e 5) criar uma entidade gerenciadora que expresse a unidade entre os protagonistas do pacto territorial.

Fonte: AscomSeagro