Palmas

A absolvição do ex-prefeito Odir Rocha foi tema do pronunciamento do vereador Milton Neris (PT) nesta quinta-feira, 18, na Câmara de Palmas, que o parabenizou pela decisão da justiça favorável a ele, provando que o mesmo é inocente de crimes de peculato que ocorreram em 1997 e 1998, na execução dos convênios nº 1.720/98 e nº 153/97. O primeiro – firmado entre o Município de Palmas e o Ministério da Saúde – teve por objeto a aquisição de equipamentos e mobiliário para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O segundo – firmado entre o Município de Palmas e o Ministério da Cultura – objetivava o equipamento e instrumentalização do Espaço Cultural de Palmas.

Segundo o vereador, A justiça o absolveu por falta de provas suficientes, mas conhecendo o ex-prefeito como conhece tem a certeza que ele jamais cometeu tal crime. “Quando era prefeito andava em seu carrinho, um UNO, e nunca usou segurança e agora depois de 14 anos a justiça o absolveu, dizendo que não tinha prova nenhuma nos autos contra ele”, salientou o vereador, criticando a imprensa pela postura tomada na época.

De acordo com ele, a imprensa que tem um papel importante naconsolidação da democracia do Brasil, deve mostrar o que está acontecendo verdadeiramente em nossa sociedade. “E não somente acusações causadas por interesse políticos, discórdias e não usando apenas imprensa para interesses próprios. Agora a imprensa tem que mostrar que ele foi inocentado”, disse Neris. “Deveriam pedir desculpas a ele que contribuiu muito para o crescimento do Tocantins e Palmas e pelo pouco que conheço dele é um homem que entrou com certa condição financeira e saiu mais pobre ainda”, afirmou.

Usando como motivo a absolvição de Odir Rocha, o vereador Carlos Braga (PMDB) criticou a lentidão da Justiça. “Depois de 14 anos, hoje, o doutor Odir acordou mais leve”, disse Braga, referindo-se à ação contra o ex-prefeito por suposto desvio de verbas que tramitava desde 1997.

Para o vereador, que é advogado, o Brasil precisa, outra vez, de um novo Código Civil. Lembrou, porém, que, da última vez, o Código tramitou durante 40 anos no Congresso. Criticou, ainda, o fato de juízes afastados dos cargos manterem vencimentos integrais. “Praticamente um prêmio àqueles que prevaricam”, avaliou. (Ascom Câmara de Palmas)