Polí­tica

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Em pronunciamento feito na manhã desta terça-feira, 13, o deputado Sargento Aragão (PPS) fez duras críticas às últimas ações do governo do Tocantins, principalmente no que diz respeito aos decretos de emergência nas estradas e de calamidade na saúde pública do Estado. Mais uma vez, em tom áspero, o deputado acusou o governo de usar ilegalmente dos decretos constitucionais para superfaturar as contratações, sem licitação, das empresas para gerir a saúde e realizar as obras de infraestrutura nas estradas.

Usando como exemplo a atual situação do Estado de Santa Catarina, que recentemente tem sofrido com as chuvas e enchentes em diversas cidades, o deputado voltou a frisar a desnecessidade de se decretar emergência nas estradas, ou calamidade na saúde. “Vejam a situação de Santa Catarina. Só agora eles decretaram estado de emergência. Como é que aqui esse governador decretou. Ele decreta emergência e depois revoga. Isso mostra que o ato dele é ilegal”, destacou.

O deputado ainda comentou sobre o valor pago pelo governo do Estado para a Pro Saúde, empresa contratada sem licitação para gerir os hospitais do Tocantins. Ao todo, a gestão de Siqueira Campos pagou R$ 258 milhões à empresa. “Para onde vai esse dinheiro? Isso vai para os bolsos deles. Desse governador insano, corrupto e malandro!”, disse,

O deputado, assim como em outra proposta na última semana, sugeriu que o diretor da Pro Saúde seja convocado pelo parlamento para prestar esclarecimentos sobre os gastos e investimentos dos quase R$ 260 milhões. “Um ato, de uma pessoa de mais de 80 anos, nós até podemos tolerar. Mas toda semana acontece alguma coisa! Temos que chamar esse diretor dessa empresa para prestar esclarecimentos aqui”, completou.

Concurso

Durante sua fala, o deputado ainda comentou sobre a abertura de processo licitatório para que seja selecionada uma empresa para realizar o próximo concurso público do Quadro Geral. A decisão, segundo ele, partiu depois que foi acusada, pela bancada de oposição, a falta de capacidade da Unitins de aplicar as provas. “Depois que nós abrimos aqui que a Unitins não tinha capacidade para fazer o concurso, eles recuaram”, salientou.