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Foto: Embrapa Soja

Com o aumento da umidade do ar no período chuvoso que no Tocantins se estende entre os meses de outubro a maio, produtores aproveitam para fortalecer suas produções e aquecer o mercado do agronegócio no Estado. Contudo não são apenas boas notícias que chegam junto com as chuvas nas lavouras. Pragas perigosas podem consumir a produção agrícola e causar prejuízos diversos para os produtores.

Um exemplo é o que vem acontecendo nos vizinhos do Tocantins, como é o exemplo da cidade de Sorriso (MT). Lá, a Ferrugem Asiática já atacou 100% das lavouras de soja da região causando grandes prejuízos aos agricultores. A incidência da doença nas plantações de soja, aumenta com o período chuvoso, pelo qual o Tocantins também passa.

A Ferrugem Asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e foi detectada no Brasil na safra 2001/2002 causando perdas significativas em determinadas lavourasdesde o Rio Grande do Sul até o Mato Grosso.

Contudo, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), o Estado passa por uma característica que o diferencia do Estado vizinho. Aqui, ao contrário do Mato Grosso, o período de chuvas é seguido de temperaturas amenas, o que dificulta a proliferação da Ferrugem Asiática. “A praga está presente sim nas áreas do Estado, mas devido às condições de muita umidade, temperaturas muito baixas e o controle dos produtores com fungicidas a incidência e severidade da doença ainda não fugiu do controle”, informou a agência, através de sua assessoria de imprensa.

No entanto, mesmo com a vantagem climática, a Adapec ainda recomenda que os agricultores se mantenham atentos e monitorem constantemente suas lavouras para evitar a proliferação da praga. “A ferrugem encontra disseminada em todo o território nacional e no Tocantins não é diferente. O percentual das áreas com presença da praga ainda não foi compilado, mas como as condições climáticas não tiveram alterações bruscas nos últimos dias a tendências é que a incidência permaneça em níveis baixos”.

A situação no Tocantins pode mudar, segundo a Adapec, caso as temperaturas comecem a subir, no final do período de chuvas. E com isso, os prejuízos nas plantações de soja poderão começar. “Estes prejuízos poderão ser sentidos nas áreas onde a semeadura foi realizada com atraso e/ou fora do período recomendado”, salientou a Agência. Caso isso ocorra, as perdas nas lavouras de soja poderão chegar a 100% da produção, segundo informou a Adapec. “A recomendação da Adapec é de monitoramento constante das áreas de produção, principalmente as que foram semeadas no final do mês de dezembro e início de janeiro”.