Educação

Foto: Antônio Gonçalves Campus da Universidade Federal do Tocantins em Palmas Campus da Universidade Federal do Tocantins em Palmas

Está previsto para abril o processo eleitoral que irá definir o novo reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Desde sua implementação, em julho de 2003, a UFT teve em seu comando o professor Alan Barbiero que comandou a instituição por dois mandatos consecutivos. Para este ano a direção da universidade deverá mudar.

Ao todo duas chapas já demonstraram interesse em concorrer ao cargo e começaram suas movimentações visando a eleição de abril. Uma delas é encabeçada pelo pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, professor Márcio da Silveira e outra, com o professor José Expedito Cavalcante, atual vice-reitor da UFT, à frente.

Em entrevista concedida à CBN, neste sábado, os dois pré-candidatos falaram de suas propostas, incluindo um tema delicado para uma instituição federal de ensino, que é greve. Recentemente as unidades federais de ensino superior passaram por uma grande paralisação que gerou atrasos nas aulas. Mesmo com o problema temporariamente resolvido, os técnicos da Universidade não descartam uma nova paralisação.Na entrevista, os dois pré-candidatos à reitoria da UFT defenderam o direito dos funcionários realizarem paralizações e disseram que a saída para este tipo de impasse é a frequente negociação com as frentes de trabalho.

O atual vice-reitor da Universidade Federal informou que outra medida é, ainda, o incentivo para a permanência de professores qualificados (mestres, doutores e pós-doutores) nas instituições de ensino da região Norte. “Vamos promover um plano de fixação de servidores qualificados nas instituições da região Norte. Os salários não são compatíveis com a qualificação de muitos de nossos docentes”, completou.

Em contraproposta o professor Márcio da Silveira, concorrente de Expedito, frisou que o Tocantins, diferente de outros Estados da região Amazônica, possui um número considerável de doutores e que a medida é incentivar para que eles permaneçam da UFT. Silveira usou como exemplo a Universidade Federal do Amapá, que possui, ao todo, 28 doutores em seu quadro de docentes, em contraposição à UFT que possui cerca de 300. “Fixação de doutores nós temos. A UFT é a terceira da região Norte em produção de conhecimento científico. Nós precisamos agir em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Tocantins para que os editais sejam voltados inclusive para os jovens doutores do Estado”, completou.

O Processo

Diferente dos processos anteriores, em 2012 a escolha do reitor será feita de forma indireta, através de uma lista tríplice. Com dois nomes já pré-inscritos uma terceira chapa deverá se inscrever para poder cumprir a legislação, conforme explicou a Diretoria de Comunicação da Universidade.

A inscrição oficial das chapas será feita no dia 9 de abril. A partir daí, será feita uma consulta informal junto à comunidade acadêmica – professores, alunos, técnicos e demais funcionários, para que a comissão tenha conhecimento da aceitação dos candidatos. No entanto, esta consulta, segundo a UFT é apenas informal, não tendo poder de eleição de nenhum dos candidatos.

Após saber a opinião do corpo da universidade, a comissão eleitoral irá colocar os três candidatos para a apreciação do Conselho Universitário (Consuni). Lá, sim, será referendado um nome que será encaminhado para a aprovação do Ministério da Educação (MEC). Normalmente, de acordo com a diretoria da UFT, o MEC somente confirma a eleição do indicado pelo Consuni da Universidade, homologando, assim, o novo reitor da UFT.