Campo

Foto: Joatan Silva

A prorrogação do período chuvoso, em algumas regiões do Tocantins, deve beneficiar uma das principais atividades econômicas do Estado, a bovinocultura de corte. De acordo com dados da Estação Climatológica de Palmas, nos cinco primeiros dias de junho já choveu 12,6 milímetros. No mesmo período, em 2011, não houve registro de chuva.

Para o coordenador de Desenvolvimento Animal da Seagro – Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Cláudio Sayão, o prolongamento das chuvas não é ideal para todos os setores da agropecuária, mas para o sistema extensivo de criação de animais traz benefícios. “O principal problema dos bovinocultores neste período do ano é a escassez de alimentos, e o prolongamento das chuvas ajuda diretamente na rebrota do capim e na formação de pastos”, avaliou.

Uma grande vantagem do Tocantins é a grande incidência de luminosidade, que continua neste período do ano, como ressaltou Sayão. “Outras regiões do Brasil tem muita chuva neste período, mas elas vêm acompanhadas pelo frio e a escassez de luminosidade, que prejudicam o crescimento do capim e estes fenômenos [frio e escassez de luminosidade] não ocorrem no Estado”, lembrou o coordenador da Secretaria da Agricultura.

Cuidados com rebanho

O principal cuidado que o bovinocultor deve ter nesse período do ano é com a alimentação dos animais. Segundo Sayão, é preciso planejar ações no período chuvoso, para não faltar alimentos na estiagem. A vedação de pastagens, isto é, a separação de pastos para serem utilizados no período da seca, é uma das ações planejadas que podem ser adotadas pelos produtores.

Em meio ao período de escassez das chuvas é importante observar as condições dos pastos, isto é, se há oferta de alimentos para os animais e caso não haja, buscar a suplementação, através de concentrados, segundo avaliação do coordenador de Desenvolvimento Animal da Seagro.

Prolongamento das chuvas

Segundo dados da Estação Climatológica de Palmas, o período chuvoso do Tocantins inicia nos meses de setembro e outubro e finaliza no mês de maio. Contudo, alterações climáticas podem diminuir ou o prolongar a incidência das chuvas, como acontece este ano. De acordo com o meteorologista e professor da Unitins, Luiz Cabral, nos últimos 15 dias “um sistema atmosférico tem atuado na região Central do País, provocando mais umidade e chuvas”.

Contudo, estudos do meteorologista apontam para o fim do período nas próximas semanas. “Os modelos matemáticos indicam que as chuvas devem encerrar a partir do dia 10 de junho e a tendência natural é que retorne só em outubro”, afirmou Cabral.(Ascom Seagro)