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Um grande número de servidores públicos do Estado do Tocantins vem pedindo licença de suas funções para tratamento de saúde. Só a publicação do Diário Oficial Nº 3.675 da última sexta-feira, 20, mostra que 361 servidores solicitaram e tiveram deferido o direito ao afastamento para tratar da saúde. Na mesma publicação 24 pedidos de afastamento foram indeferidos.

A situação alertou o Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais (Sisepe) que, segundo seu presidente Cleiton Pinheiro, já está se movimentando para saber as causas de tantos pedidos de licença para tratamento de saúde. Segundo Pinheiro, o Sisepe pretende solicitar, junto à Secretaria Estadual da Administração toda a documentação referente aos pedidos de licença médica. “Temos que saber exatamente o que está acontecendo para tantos servidores pedirem licença para tratamento de saúde. Quais são as doenças, se são causadas por estresse, por pressão do chefe, pela falta de funcionários e carga horária”, disse.

Segundo informações de um servidor que não quis ser identificado, no setor onde trabalha um colega pediu a licença por não suportar a "pressão" e adoecer.

Cleiton Pinheiro frisou que o sindicato irá acompanhar de perto a situação dos servidores públicos estaduais que pedirem o afastamento para tratar da saúde. Para o presidente do Sisepe, é preciso saber exatamente o que tem afetado os funcionários públicos em seu local de laboro. “Temos que saber cada tipo de doença que cada funcionário tem e as causas dessas doenças”, completou.

O sindicalista relatou que o Sisepe vem recebendo constantemente relatos de assédio moral que os servidores viriam sofrendo em seus ambientes de trabalho. “Temos recebendo várias reclamações de servidores com relação ao estresse e isso prejudica muito o trabalho que ele desenvolve”, apontou.

Servidores jovens

Um dos questionamentos do Sisepe com relação à saúde dos servidores públicos é quanto a sua idade. Para Pinheiro, causa estranheza o grande volume de licenças médicas sendo que os quadros de funcionários do Estado são basicamente de jovens. “Não se pode falar que os problemas de saúde do funcionário é por conta de idade, ou problemas naturais. É um Estado que possui grande número de jovens trabalhando”, salientou.

Políticas de saúde

Para Cleiton Pinheiro, o governo tem deixado a desejar no que tange as políticas públicas voltadas para o bem estar dos funcionários públicos. O presidente frisou que é preciso implantar modelos de atividades rotineiras para conscientizar chefes e servidores quanto à convivência no ambiente de trabalho. “Não basta apenas pagar plano de saúde. É preciso ter políticas permanentes voltadas para a saúde do servidor”, disse.

Após a análise dos apontamentos das causas para as licenças médicas, o presidente do Sindicato informou que pretende procurar o secretário da Administração, Lúcio Mascarenhas para propor melhorias nas condições de trabalho dos servidores do Estado.

O Conexão Tocantins entrou em contato com a Secretaria Estadual da Administração e solicitou as informações referentes às licenças médicas e o posicionamento da Pasta com relação aos afastamentos e aguarda a resposta. (Atualizada às 15h30)