Campo

Foto: Fabiola Dias

A cadeia produtiva do leite tem buscado seguir as tendências dos mercados consumidores, que estão cada vez mais exigentes quanto à qualidade dos produtos. Com o objetivo de capacitar os produtores rurais sobre as principais práticas envolvidas na produção leiteira, a Adapec – Agência de Defesa Agropecuária – em parceria com o Senar e a empresa Ouro fino promoveram um treinamento entre os dias 02 e 04 de outubro, no Sitio Modelo, em Palmas.

A capacitação foi dividida em 12 horas de aula teórica e 12 horas de aula prática. Foram abordadas as operações necessárias para obtenção de um leite de qualidade discutindo desde o conhecimento da glândula mamária, as novas exigências propostas pela Instrução Normativa nº 51, os problemas relacionados à mastite até a conservação adequada do leite na propriedade.

No Tocantins, atualmente 90% da ordenha bovina ainda é realizada manualmente, mas a tendência é ser mecanizada. “Com a tecnologia o produtor terá um leite de melhor qualidade, menos incidência de mastite no rebanho, agilidade na atividade e economia na mão de obra”, disse o médico veterinário da Adapec, Sérgio Armando Liocádio, acrescentando ainda que tanto no sistema manual quanto no sistema mecânico o leite deve ser resfriado no limite de 4C° até três horas após a ordenha. Além disso, o leite deve ser retirado da propriedade em até 48 horas e enviado à indústria de laticínio.

Para o produtor rural, Joel Bautz, que realiza ordenha manual na sua propriedade, o treinamento foi válido porque obteve conhecimento na parte higiênica da ordenha, aspectos gerais do leite e cuidados no manejo do animal. “Com a tecnologia podemos agilizar o tempo e com isso ter mais economia”, disse.

O curso é gratuito e foi destinado aos produtores rurais da região Central do Estado. “Firmamos um termo de cooperação técnica com o Senar para oferecer aos produtores rurais, 110 cursos de manejo e aplicação de vacina contra brucelose, 12 cursos sobre ordenha de bovinos e mais 2 para RT- Responsável Técnico de laticínio”, disse a coordenadora de Educação Sanitária Animal da Adapec, Mara Luce Borges Leal. (Ascom Adapec)