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Vinte e dois anos após deixar a Presidência da República, o presidente do Senado, José Sarney, reassumiu nesta quinta-feira, 13, o cargo, interinamente. Ele foi recebido no Palácio do Planalto pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, General José Elito, e pelo chefe de gabinete da Presidência, Giles Azevedo. Sarney ficará no cargo até sábado (15). No domingo (16), a presidenta Dilma Rousseff retorna de viagem à França e à Rússia.

Sarney já se reuniu, nesta manhã, com os ministros da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Ideli Salvatti, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. À tarde, receberá os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Walter Pinheiro (PT-BA). O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), amigo de Sarney e ministro da Fazenda na sua gestão, também tem encontro agendado.

Como presidente do Senado, Sarney é o terceiro na linha sucessória presidencial e assumiu a Presidência interinamente em razão de viagens da presidenta Dilma à Europa, do vice-presidente Michel Temer a Portugal, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, ao Panamá, para participar da reunião do Parlamento Latino-Americano (Parlatino).

Sarney foi presidente do Brasil entre março de 1985 e março de 1990. Ele assumiu a Presidência em virtude da morte de Tancredo Neves (de quem era vice), eleito indiretamente por um colégio eleitoral. Seu mandato foi marcado pelo processo de redemocratização do país, pela aprovação da Constituição e edição de vários planos econômicos e uma economia com alta taxa inflacionária. Senador por cinco mandatos e presidente do Senado por quatro vezes, Sarney foi também deputado federal e governador do Maranhão. Atualmente exerce o mandato pelo estado do Amapá.