Polí­tica

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O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP) garante que nada mudou politicamente após o encontro que ele e sua equipe tiveram no Palácio Araguaia com o secretário Eduardo Siqueira Campos nesta quarta-feira, 27. Em entrevista ao Conexão Tocantins, Amastha defendeu o nome do presidente regional do PP, deputado federal Lázaro Botelho para disputar o governo em 2014. “Não vislumbro ninguém com melhores condições”, disse.

É a primeira vez que o gestor cita um nome da legenda para a corrida ao Palácio Araguaia no próximo ano. Carlos Amastha ponderou porém, que a construção de uma possível candidatura de Botelho depende da vontade do deputado e das articulações em torno dele.

O prefeito já determinou ao secretário de Governo e Relações Institucionais e presidente do PP em Palmas, Tiago Andrino que seja marcado um encontro com representantes de partidos da oposição no Estado para reorganizar o grupo. “Vamos chamar uma reunião com os partidos da base da presidente Dilma para primeiramente falar de política e dos projetos para 2014. Alguns não atenderão porque aqui estão organizados ideologicamente de outra maneira”, relatou. Não há data marcada ainda para o encontro.

A ideia do gestor é formar um bloco político-ideológico oriundo de legendas que dão sustentação para o governo federal. Tal articulação, segundo ele, já foi conversada com o presidente Lázaro Botelho. “Afinal eu não posso falar em nome do partido, o presidente é o Lázaro”, ponderou.

Aproximação com o PSDB

Ao Conexão Tocantins o prefeito garantiu várias vezes que seu posicionamento de oposição com relação ao governo estadual não mudou. “Eu não mudei. Você não vai encontrar nenhum discurso dizendo que iria fazer oposição irresponsável ou que não iria estar junto com o governo nos assuntos da capital”, conta Amastha, justificando a boa relação institucional com os governistas.

O prefeito que é muito próximo ao deputado federal Eduardo Gomes (PSDB), - um dos nomes já cotados nos bastidores para a disputa de uma vaga ao Senado numa chapa governista tendo à frente Eduardo Siqueira Campos - descartou claramente a possibilidade de qualquer coligação ou apoio ao tucano. “O Eduardo Gomes sempre foi um  bom nome, mas não para o nosso grupo, enquanto ele estiver no PSDB para mim deixa de ser político. Não discuto nenhuma possibilidade de estar junto com o PSDB. A possibilidade é zero”, afirmou.

2014

À medida que se afloram os debates de 2014 os partidos começam as mobilizações em torno dos nomes que vão disputar internamente a preferência de cada grupo. Nesta quinta-feira, 28, o deputado estadual Freire Júnior (PSDB) saiu na defesa do nome de Eduardo Siqueira Campos para o governo e disse inclusive que o secretário já deveria começar as articulações em torno de seu nome.