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Celebrado em 18 de março, o Dia da Autonomia do Tocantins marca uma data histórica para o Estado. Em 1809, nesta data, Dom João dividiu a província de Goiás nas comarcas administrativas de Goiás e do Norte e deu início ao processo de criação do Estado do Tocantins.

 De acordo com a professora e técnica da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Joana Euda, 18 de março é resultado de uma luta que levou esperança e independência de um povo que por muito tempo foi esquecido e, graças ao movimento separatista, teve a garantia de desenvolvimento da antiga região do norte goiano. “Uma data que merece ser lembrada e comemorada pelo grande resultado que o movimento separatista trouxe para um povo que até então era esquecido e sem esperança”, reforçou.

 Ainda segundo a professora, esta foi um luta de vários guerreiros, em busca do reconhecimento da região. “Para que a região fosse conhecida e reconhecida, merecendo o respeito e principalmente a reflexão sobre o que significou ainda significa para progresso do estado”, afirmou, lembrando que toda esta história só culminou em 1988, com a criação do mais novo Estado da federação.

 A luta

O processo de emancipação demorou quase dois séculos para se concretizar. Em 18 de março de 1809 o Imperador Dom João XI assinou o Alvará criando a Comarca de São João das Duas Barras, também chamada de Comarca do Norte. A sede da nova comarca, depois chamada Comarca da Palma, hoje Paranã, no Sudeste do Estado, a 304 Km de Palmas, garantiu a autonomia jurídica da região situada ao norte da Província de Goiás, que hoje compõe o Estado do Tocantins.

 A luta pela independência e desenvolvimento do então norte goiano foi longa e contou com um importante passo quando, em 1821, o desembargador Joaquim Theotônio Segurado, administrador da Comarca do Norte, encabeçou o movimento popular pela divisão de Goiás.

 História recente

Em junho de 1987, o então deputado federal Siqueira Campos, hoje governador do Tocantins è à época relator da Subcomissão dos Estados da Assembleia Nacional Constituinte, redigiu e entregou ao presidente da Assembleia, deputado Ulisses Guimarães, a fusão de emendas, que contava com mais de 100 mil assinaturas, criando o Estado do Tocantins, que foi votada e aprovada no mesmo dia.

 Resgate histórico

O Museu Histórico do Tocantins – Palacinho, em Palmas, retrata boa parte desta história. Quem visita o local pode conferir de perto o Manifesto de Criação da Província da Palma, escrito em 1821; além da foto de Theotônio Segurado, ouvidor da Comarca do Norte.

 “A criação da comarca do norte começa no seio do movimento separatista e no museu também estão retratadas algumas cidades da época que hoje são importantes, como Porto Real (hoje Porto Nacional), Natividade, Arraias e Paranã. Nesta época, a criação da Comarca do Norte começava a prosperar, assim como a economia destas cidades que hoje fazem parte do patrimônio histórico do Tocantins”, complementa o professor de história Anderson Fonseca, coordenador do Palacinho.

 Quem quiser conhecer um pouco mais sobre esta história, durante todo o dia estão sendo feitas visitas guiadas com foco no processo de autonomia do Estado. O museu, instalado em Palmas, fica aberto até às 18 horas.