Economia

Foto: Priscila Cavalcante

Buscar informação sobre os regimes tributários para a melhor escolha diante das características de cada empresa. Esta é a mensagem central do curso “Como Pagar Menos Tributos?”, ministrado pelo consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Vicente Sevilha, durante esta terça, 15, na Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) com empresários.

O Tocantins está entre os dez estados que mais pagam tributos, segundo ranking divulgado no ano passado pela CNI. Com o objetivo de amenizar estes impactos para o empresário, Sevilha abordou os três tipos de regimes tributários (Simples - Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Lucro Presumido e Lucro Presumido) e falou sobre mitos como a predileção do Simples para todos os tipos de micro e pequenas empresas.

“O Simples não necessariamente é o regime tributário mais barato. O empresário da indústria que está optante do Simples não transfere crédito de IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], por exemplo, o que é importante para a cadeia produtiva e, às vezes, diminui a competitividade daquela indústria. Não estou dizendo que o Simples não é bom, mas que é preciso uma boa análise”,explicou o consultor. 

A realização do curso é da Fieto e CNI, por meio do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), com o apoio do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico do Estado do Tocantins - Sime/TO, entidade filiada à federação.

“A questão tributária tem um impacto muito grande, pois todos os dias nós ouvimos sobre novas regras que são criadas. Com isso, o próprio empresário, juntamente com o contador, cria uma situação de insegurança e de dúvidas quanto à forma de gerir seu negócio. Esse evento vem esclarecer os pontos mais importantes que nós devemos atacar para podermos aplicar em nossas empresas”, avaliou o presidente do Sime/TO, Emilson Santos.

PDA

O Programa de Desenvolvimento Associativo busca o fortalecimento sindical para a defesa dos interesses das indústrias. “O sistema de representação da indústria [confederações, federações e sindicatos] têm um papel muito importante de lutar por uma carga tributária mais inteligente e mais suave para o empresário.  E isso só acontece se o sindicato for forte e tiver muita participação para que cobre do governo uma carga mais barata e otimizada por meio do associativismo”, finaliza o consultor. (Ascom Fieto)