Polí­tica

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O candidato na eleição indireta pelo Partido dos Trabalhadores, Paulo Mourão, criticou em entrevista ao Conexão Tocantins nesta quarta-feira, 30, a aproximação de alguns políticos da oposição de integrantes do governo. “É muito tênue a linha de alguns setores que se dizem oposição mas tem relação com o governo”, frisou.

Mourão alfinetou o posicionamento do coordenador político da terceira via, prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP) que declarou apoio ao governador interino Sandoval Cardoso na eleição indireta e disse ainda que pode apoiá-lo também na disputa de outubro se o partido não tiver nenhum candidato. “Existe uma falta de sintonia nas oposições. Pessoas dão volta de helicóptero e já voltam apoiando o governo. A terceira via precisa refletir. Um dos integrantes (prefeito Amastha) já deu sinalização de que não estará no grupo”, alfinetou.

Se referindo ao encontro do pré-candidato do PP, Roberto Mango Martins Pires, com o senador Vicentinho Alves (SD), Mourão afirmou que ele tem liberdade de conversar institucionalmente com quem quiser e não deve dar satisfações porém “do ponto de vista político isso causa um ponto de interrogação”, considerou. Mourão frisou que conhece Pires e por isso não acredita que ele teria feito um acordo para um possível apoio a Vicentinho. Pires já encaminhou nota onde nega ter dito que pode apoiar Vicentinho e reafirma sua intenção de ser candidato.

Para Mourão falta idealismo e compromisso com o Estado por parte de alguns políticos e principalmente da oposição. “Os interesses do Estado precisam ser colocados acima dos pessoais”, disse.

A terceira via, que deve receber outro nome em breve, conta atualmente com o PT, PP, PCdoB e PSL. Os pré-candidatos ao governo do grupo são Mourão e Pires. As declarações de Amastha com relação a possível apoio a Sandoval em razão da parceria institucional que vem sendo feita entre município e Estado deram uma balançada no grupo.