Economia

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A Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) apresentou na última quinta-feira, 15, aos representantes das maiores agroindústrias no Tocantins o projeto de criação de uma nova unidade para estimular o agronegócio. Baseado em experiências da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Departamento da Agroindústria (Deagri), surgiu com a ideia de valorizar a matéria-prima produzida pela atividade da agropecuária. 

A iniciativa propõe que o Deagri seja um instrumento de influência junto à instâncias públicas e privadas que favoreça a criação de um ambiente regulatório e fiscal próprio à transformação do que é produzido pela agropecuária em produtos manufaturados com maior valor agregado.

A reunião contou com a participação de representantes do agronegócio já instalados no Tocantins. Depois de todos expressarem a realidade que impede o Tocantins de ser competitivo, chegou-se a conclusão que os problemas para o desenvolvimento industrial são comuns a todas as empresas: falhas na logística, carência de infraestrutura e burocracia.

Entre as propostas está o incremento da produção de grãos em mais de três milhões de toneladas nos próximos dez anos para viabilizar o funcionamento de esmagadoras de soja e o fluxo da Ferrovia Norte-Sul. Paralelo ao incentivo foi constatada a necessidade de criação de armazéns e mão de obra qualificada.

Gestor agrícola da Bunge no Tocantins, Adriano Barbosa, disse que diante da dificuldade de mão de obra a empresa decidiu formar trabalhadores e instalou uma escola. O projeto funciona em parceria com o Senai que oferece curso de mecânico para veículos pesados.

Para o gerente da Fieto e um dos idealizadores do Deagri, José Roberto Fernandes, as atividades associadas à produção de alimentos ou, em termos mais abrangentes, ao agronegócio, são mais que uma tendência, uma vocação da indústria do Tocantins. "As indústrias decidiram se juntar para pensar em soluções para tantas demandas que dificultam investimentos e geração de empregos", disse Fernandes.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente da Fieto, conselheiro Wagno Milhomem, que representou o presidente da Fieto, Roberto Pires. "Vamos ter um departamento que buscará solução para os gargalos da agroindústria", frisou o conselheiro.

Uma nova reunião foi marcada para o mês de junho. O novo departamento deve ser lançado no segundo semestre.  O Deagri será composto pelas próprias indústrias que lideram o agronegócio no Tocantins. (Ascom Fieto)