Polí­tica

Foto: Humberto Lira

O deputado José Bonifácio (PR) foi à tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins nesta quarta-feira, 25, comentar a aprovação do decreto que confirmou a rejeição das contas de 2009 dos ex-governadores Carlos Gaguim e Marcelo Miranda.  Segundo o deputado o parlamento do Tocantins é uma vergonha. “Maioria desses deputados que não votam de acordo com a consciência mas de acordo com os interesses pessoais e momentâneos de quem quer que seja. Isso é uma vergonha”, frisou. O deputado da base do governo, Stalin Bucar, segundo Bonifácio, chegou a dizer que alguns deputados teriam traído governo ao votar contra decreto que rejeitou as contas de 2009. “Deputado está aqui para votar de acordo com sua consciência ou até das suas conveniências”, disse.

Segundo o deputado, o governo era o maior interessado nessa aprovação. “Que parlamento capenga onde ninguém tem nada a ver com alguma coisa e é o principal interessado”, criticou. O deputado José Bonifácio não estava na sessão que votou o relatório mas disse ter ouvido várias críticas à postura da Assembleia. “Esse parlamento de tantas vitórias e conquistas ainda permanece acanhadamente subjugado como um parlamento de 89 que obedecia às ordens do rei, do príncipe, do dono”, comparou.

Segundo ele, “essas atitudes vergonhosas poderão merecer desse mesmo povo o julgamento das urnas que talvez não atendam aos interesses de muitos de nós”, disse.

O deputado Amélio Cayres do Solidariedade comentou o pronunciamento de Bonifácio. “ Condenar a atitude de alguém não é menos vergonhoso de quem é eleito para votar mas foge na hora da votação”, disse se referindo ao deputado.

Presidente rebate

Até o presidente da Casa, Osíres Damaso entrou na discussão. “ Não achei vergonha nenhuma. O respeito a cada parlamentar temos que ter cada um aqui foi eleito e representa o povo. Várias atitudes de Vossa Excelência aqui nessa Casa são uma vergonha mas eu respeito”, rebateu.

O presidente afirmou que a bancada do governo ficou chateada porque alguns não votaram pela aprovação do decreto. “ Por isso que somos a favor do fim do voto secreto”, disse.