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O Ecoporto de Praia Norte está sendo instalado na cidade homônima, às margens do Rio Tocantins, a 619 km de Palmas. Na rota de três dos principais portos fluviais do Brasil: o de Manaus (AM), o de Belém (PA) e o de Itaqui (MA), ele será uma rota alternativa de saída rumo ao Atlântico, tornando-se assim um dos mais importantes empreendimentos para a infraestrutura logística do Tocantins e de integração das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

Com investimento inicial de R$ 20 milhões, a primeira fase do projeto compreende a construção do pátio de carretas e containers, balança, portaria, área de segurança e rampa. As obras de infraestrutura no local são de responsabilidade do governo do Estado, que está construindo estrada de acesso, rampa, balança, estrutura de segurança e rede de alta e baixa tensão.  Na segunda fase, serão construídos os silos e galpões, que custarão R$ 50 milhões.

O porto vai operar embarcações de pequeno e médio porte no transporte de carga e descarga de produtos e mercadorias pelo Rio Tocantins, partindo de Praia Norte até Belém e Manaus. Conforme a diretora operacional do empreendimento, Sandra Kramer, o porto começa a operar no início de 2015, com cargas teste, e após a instalação de silos e armazéns para recebimento de grãos, será transportada soja dos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí, Pará e Bahia.

“No ano que vem nós queremos iniciar cargas teste em torno de 30 mil toneladas no período de oito meses de navegação. A partir de 2016, nós iremos subir para 150 mil toneladas e, em 2020, de forma gradativa, queremos chegar a 1,5 tonelada somente de soja, além da carga geral”, afirma Sandra. A diretora ressalta que o porto também vai receber mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus.

O empreendimento deve atrair indústrias para a região e empresas do setor de navegação, beneficiando municípios do Bico do Papagaio com a geração de emprego e o aquecimento da economia local. “O nosso objetivo quando viemos para o Estado do Tocantins colocar o porto foi a sensibilização daquela região, para desenvolver a industrialização e gerar empregos e, com isso, ajudar na logística da Zona Franca de Manaus e da carga de soja” ressalta a diretora. (ATN)

Por: Redação

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