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O Sindicato dos Inspetores de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins - Sindefesa/TO encaminhou nota de repúdio à nomeação de um servidor para o cargo de Chefe da Unidade Local de Execução de Serviços da Adapec de Ponte Alta do Bom Jesus. A categoria argumenta que o profissional nomeado não a devida qualificação técnica em nível superior, para o desempenho das atividades inerentes à condução da saúde animal e vegetal, os quais somente podem ser exercidas por médico veterinário ou engenheiro agrônomo.

Na nota o Sindicato pede que o governo anule a nomeação.

Veja a íntegra da nota:

O Sindicato dos Inspetores de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins - SINDEFESA/TO, vem tornar público o repúdio à publicação do ATO 2.011 – NM, constante do Diário Oficial do Estado nº 4.260, do dia 19 de novembro de 2014, página 03, o qual nomeou para o cargo de Chefe da Unidade Local de Execução de Serviços da ADAPEC de Ponte Alta do Bom Jesus, um servidor sem a devida qualificação técnica em nível superior, para o desempenho das atividades inerentes à condução da saúde animal e vegetal, os quais somente podem ser exercídas por médico veterinário ou engenheiro agrônomo.

Esta nomeação sem motivação técnica, conduzida estritamente por apadrinhamento político, despreza os inspetores agropecuários, profissionais qualificados, na sua maioria pós-graduados, para o desempenho das atividades de chefia desta Agência, além de trazer possíveis prejuízos a toda população tocantinense, haja visto que nem o Informe Semanal (atestado obrigatoriamente emitido por médico veterinário e obrigatório ser emitido por todas as Unidades Locais do estado às terça-feiras e encaminhado ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) este poderá emitir.

Alias, não é de hoje que vemos nossa profissão – Médico Veterinário e Engenheiro Agrônomo – e nossa categoria – inspetor agropecuário – ser tão desvalorizada. A começar por existir inspetores agropecuários exercendo cargos de chefia sem a devida nomeação e gratificação, ressaltando, ainda, que existem chefias locais nomeadas com FAS-4, FAS-3 e agora vemos um profissional sem qualificação necessária exigida por lei federal e pelo próprio Ministério da Agricultura, nomeado como FAS-7. E pior de tudo, nomeação como esta, põe em risco um trabalho de anos, sinaliza à todos os estudantes deste estado e do país que tem se esforçado para conseguir um diploma de nível superior, que seu diploma e formação não tem importância e não será reconhecido neste estado, esta forma de escolha por parte do poder público,  poderá comprometer a sanidade animal e vegetal do Estado, perdendo seu status sanitário e restrição de mercados.

Não vamos admitir que outro profissional assuma tal responsabilidade, responsabilidade essa indelegável por força de lei federal.

Diante dessa situação, nós Inspetores de Defesa Agropecuária, exigimos a anulação da publicação do referido ato supracitado, sob pena de haver convocação da categoria para outras medidas a serem deliberadas.

Por: Redação

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