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O Ministério Público Eleitoral representou junto ao judiciário contra quatro candidatos ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2014 e dois servidores da Adapec/Gurupi devido a irregularidades em campanhas. Jaime Café, Mauro Carlesse, Valdemar Junior e Ivory de Lira foram os candidatos alvo das acusações.

Jaime Café teria usado o servidor público estadual Juscelino Linhares da Silva para trabalhar em sua campanha durante o expediente normal de serviço. Nos meses de setembro e outubro de 2014, ele teria deixado comparecer a seu serviço na Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) de Gurupi para trabalhar conduzindo veículo com aparelho de som para divulgação da candidatura de Jaime. Entretanto, o funcionário, segundo o MPE, teria continuado recebendo da Adapec nos meses citados. "O delegado regional da Adapec, Paulo Roberto, estava ciente das ações de Juscelino, entretanto não tomou as devidas medidas", acusou o MPE.

Com relação a Mauro Carlesse, candidato eleito ao cargo de Deputado Estadual a acusação é de que ele teria prestado contas fora do prazo fixado; utilizado de recursos não informados na época, bem como de origem não identificada, doações recebidas e despesas contratadas em data anterior à entrega das prestações de contas parciais; gastos de campanha junto a pessoas jurídicas sem a emissão de notas fiscais; divergências entre os dados dos fornecedores constantes da prestação de contas e as informações constantes da base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil; omissões relativas às despesas constantes da prestação de contas Movimentação bancária sem registro de todas as despesas declaradas na prestação de contas além de movimentação bancária sem registro de todas as despesas declaradas na prestação de conta.

Já o candidato Valdemar Rodrigues da Lima Júnior é alvo do MPE por suposta inclusão de dois novos recibos eleitorais emitidos após a entrega da prestação de contas final, com intuito de justificar os valores arrecadados; omissão de despesas de campanha; doações recebidas e não informadas na primeira e segunda prestação de contas parcial.

Já Ivory de Lira Aguiar Cunha, também candidato, o MPE o acusa de ausência de estratos de conta bancária; despesas contratadas antes da entrega da segunda prestação de contas parcial, mas não informadas à época e ainda de doações recebidas de origem não identificada.

O Ministério Público Eleitoral requereu cassação do registro ou diploma dos candidatos e pagamento de multa pelos servidores.

Adapec

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec) encaminhou nota confirmando a ausência do servidor citado, Juscelino Linhares, ao trabalho nos meses de setembro e outubro. Por não receber presença, o servidor foi exonerado, segundo a Adapec.

Confira nota da Adapec na íntegra

Sobre a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o candidato e ex-secretário de Agricultura do Estado Jaime Café (PSDB) que envolve um servidor da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins – Adapec informamos que realmente o servidor citado, Juscelino Linhares, não compareceu ao trabalho nos meses de setembro e outubro. O mesmo não recebeu presença durante este período e foi exonerado. Os relatórios foram encaminhados ao Recursos Humanos da Adapec pelo delegado regional Paulo Roberto Farencena, que diferente do que foi informado, tomou as providências necessárias. (Matéria atualizada às 09h48min de 22/12/14)

Por: Redação

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