Ciência & Tecnologia

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O projeto de nome “Cebola Poderosa” foi um dos escolhidos para representar o Tocantins na 13ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em 17 março de 2015, na cidade de São Paulo-SP. A pesquisa que objetiva mostrar os compostos medicinais da casca da cebola foi realizada por um aluno doutorando do curso de Biotecnologia/ Bionorte da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Para desenvolver a pesquisa o aluno Ilsamar Mendes Soares, realizou os estudos com o apoio do material instrumental do Laboratório de Pesquisa e Produtos Naturais da UFT, sendo que os experimentos foram feitos na Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, localizada na quadra 405 norte, em Palmas-TO, onde ele também é professor da disciplina de Ciências.

Com o apoio de mais três alunas da Escola, Soares observou por meio da casca da cebola, os grandes compostos medicinais que a mesma possui por meio de análise cromatográfica, em que foi descoberto um novo composto: a rutina, que segundo o pesquisador é um anti-inflamatório e antioxidante eficaz para o ser humano.

O projeto da cebola também foi premiado esse ano na Feira de Ciências, Inovação e Tecnologia (Fecit) em Palmas-TO, ficando em terceiro lugar na categoria. “A expectativa agora é que a pesquisa consiga uma boa colocação nacional, e quem sabe consiga ser mostrada internacionalmente em outras feiras”, concluiu Soares. 

Pesquisa 

O trabalho partiu de uma observação que envolve a importância medicinal da película externa da cebola e o fato de que na cidade Palmas – TO estas partes são descartadas. Assim o objetivo foi caracterizar os principais constituintes medicinais presentes no resíduo de duas variedades de cebola, amarela e roxa. 

Para tanto, foi obtido extrato das películas externas secas, a partir da trituração, fervura em álcool 70% e filtragem. No extrato filtrado foram realizados vários testes, como a reação com cloreto férrico para detectar compostos fenólicos, reação com cloreto de alumínio para detectar flavonoides e técnicas de acidulação e alcalinização para detectar diferentes classes de flavonoides. 

Além disso, os extratos foram submetidos a técnicas de cromatografia em camada delgada para identificação de compostos. Os resultados revelaram que a casca de cebola é rica em compostos fenólicos e flavonoides, entre os quais a quercetina confirmando pesquisas recentes e a rutina, um flavonoide ainda não relatado para a casca de cebola, indicando que casca da cebola que atualmente é descartada poderá trazer melhoria da qualidade de vida humana. (Ascom UFT)

Por: Redação

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