Economia

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Início de ano pressupõe novos começos e oportunidades. Ao menos, é o que o senso comum nos diz. Mas em se tratando de economia, o ano de 2015 pode não trazer boas perspectivas, pelo menos para o comércio. Isso porque o Governo Federal acabou de anunciar uma série de aumento de impostos que, com certeza, vai afetar o bolso e a vida de empresários e consumidores em todo o País.

As medidas anunciadas como “de correção” na segunda, 19, pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, impactarão nos cosméticos, combustíveis, importados e no crédito. Segundo o Governo Federal, elas foram tomadas com o intuito de aumentar a arrecadação em R$ 20,6 bilhões este ano. Em sua fala, o ministro afirmou que essas medidas visam aumentar a confiança e a disposição das pessoas em fazer investimentos no Brasil.

Os tributos sobre os combustíveis, Cide, PIS e Cofins, que antes estavam suspensos, voltam, fazendo com que a gasolina tenha acréscimo de 22 centavos por litro e o diesel, de 15 centavos, nas refinarias. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) referente a empréstimos em bancos aumentará de 1,5% para 3% ao ano, a partir de hoje, 22, conforme publicado no Diário Oficial da União. A alíquota de PIS/Cofins de 9,25% vai subir para 11,75% sobre os produtos importados. No setor de cosméticos, os atacadistas serão equiparados aos industriais quanto à cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para o presidente da Fecomércio e do Sindicato do Comércio Varejista do Estado do Tocantins (Sicovar), Itelvino Pisoni, essas medidas vão impactar a economia tocantinense e são motivos de preocupação para os comerciantes. “O aumento dos combustíveis vai onerar os custos de produtos e serviços, visto que o transporte dos mesmos em sua maioria é feito via rodovias, além da produção agrícola, que também depende dos combustíveis. Além do aumento dos impostos, temos também o já anunciado aumento da taxa de energia elétrica. Mais uma vez, para o setor, as atitudes do governo com relação à economia são decepcionantes, porque nós esperávamos que fossem diminuir impostos, fazer uma correção de despesas e, ao contrário, o que fazem é aumentar ainda mais os tributos”, afirmou Pisoni. (Ascom Fecomércio)

Por: Redação

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