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O comando da greve da Polícia Civil, em reunião no início da noite desta quinta-feira, 26 de fevereiro, definiu que vai fortalecer as ações do movimento no interior do Estado. A avaliação do Sinpol-TO (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins) é que em Palmas a população já está entendendo o motivo da greve, causada pela suspensão de conquistas da categoria que levaram mais de oito anos para serem obtidas.

“Embora o trabalho de convencimento vá seguir na Capital, agora é o momento de ir com mais força no interior, para que a população de todo o Estado entenda que o que ocorreu foi uma grande injustiça”, salientou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho.

Entre as ações previstas para o interior estão um contato diário, e permanente (inclusive com visitas) do comando de greve da Capital com os policiais do restante do Estado, distribuição de material informativo, visitas a entidades representativas da sociedade e fortalecimento dos trabalhos nas mídias sociais.

Paralelamente, o comando de greve vai continuar com o atendimento de serviços essenciais, como a prestação de serviços a idosos, a portadores de necessidades especiais, atendimento de alvarás de soltura, entre outros. “Nossa categoria aderiu 100% ao movimento, mas não seremos irresponsáveis de abandonar quem mais precisa e vamos manter os 30% de serviços essenciais”, destacou o presidente do Sinpol.

A greve, que se iniciou na quarta-feira, 25 de fevereiro, é um movimento dos policiais civis contra decreto do governador Marcelo Miranda que suspendeu os efeitos financeiros da lei 2.851/2014, complementada pela lei 2.853. Segundo o comando de greve, até o momento não foi registrado nenhum incidente relacionado ao movimento.

A lei equipara as carreiras dos policiais civis de nível médio aos de nível superior, deixando apenas um nível na corporação. Os efeitos financeiros dessa lei não se dão em parcela única e sim em quatro anos, começando a partir de janeiro de 2015 e se encerrando somente em 2018.

Jurídico

Na mesma reunião, o comando de greve decidiu que, por causa da possibilidade da Assembleia Legislativa ir à Justiça contra o decreto do governo do Estado, não é momento para alguma medida jurídica.

“Neste momento nenhuma medida jurídica será tomada”, frisou o líder sindical.

Por: Redação

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