Campo

Foto: Divulgação

Por meio de parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e Embrapa foi implantado, há um ano, uma Unidade Demonstrativa referente ao projeto de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), no município de Almas, a 276 km de Palmas, na região sudeste do Estado. O projeto visa promover a Agricultura de Baixo Carbono (ABC) para recuperar áreas degradas.

O sistema ILPF foi implantado inicialmente na fazenda Laço de Ouro daquele município, fazendo parte das ações do plano ABC no Estado como uma Unidade de Referencia Tecnológica (URT). Na propriedade foi plantado, inicialmente, numa área de 19 ha o cultivo de pastagens (brachiaria brizantha) com Integração Lavoura (IL) com milho sequeiro.

Este ano, numa área de cinco hectares, na mesma propriedade, teve inicio uma nova etapa no mesmo sistema integrado, desta vez, com o cultivo do sorgo forrageiro para produção de silagem, a qual será utilizada para suplementação do rebanho no período de seca, além do cultivo de Eucalipto (que servirá para produção de madeira de múltiplo uso a exemplo de estacas, escoramento, construções rurais, evitando desta forma o desmatamento de árvores nativas), e após dois anos será introduzida a criação de animais.

De acordo com, o técnico de transferência de tecnologia da Embrapa, Pedro Alcântara, os resultados dessa nova etapa poderão ser apresentados no próximo mês de abril por de um dia de campo aos agricultores de Almas e região.

“Essa região sofre muito com longos períodos de seca e com implantação desse sistema os benefícios são positivos para o meio ambiente e para os agricultores que garantem mais rentabilidade com a diversificação da renda em curto, médio e longo prazo”, explica Alcântara, ressaltando que nessa propriedade também já foi realizado um trabalho de reflorestamento das margens dos rios para garantir a sobrevivência dos mesmos.

Ainda de acordo com técnico da Embrapa, com a implantação das URT, a ideia é que elas se tornem modelos de desenvolvimento técnico, econômico e social e ambiental e centro de multiplicação regional das tecnologias e ao mesmo tempo sirvam para capacitar os técnicos participantes dos projetos.

No Tocantins 33 municípios estão sendo contemplados com as URT dentre eles: Axixa, Itaguatins, Itaporã, Arapoema, Nova Olinda, Araguaina, Santa Fé do Araguaia, Araguatins, Bom Jesus do Tocantins, Miracema, Brejinho de Nazaré, Praia Norte, Angico, Alamas, Dianópolis, Taguatinga, Campos Belos, Pium, Gurupi, Araguaçu, Pugmil, Guarai, Colméia, Rio Sono, Palmas, Paraíso, Porto Nacional, Aliança do Tocantins, figueirópoilis, Jaú do Tocantins, combinado, lavandeira e Cristalândia. 

Segundo o gerente do Ruraltins de Almas, João de Albuquerque Filho, a URT segue os princípios do programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), sendo utilizado o sistema Barreirão, ou seja, tecnologia de recuperação/ renovação de pastagens em consórcio com culturas anuais, para recuperação de áreas degradadas. “Essa propriedade receber orientação técnica durante três anos, visando recuperar todas as áreas degradadas”, explicou Filho, ressaltando que ao final dessa etapa, será realizado um Dia de Campo com objetivo de apresentar aos agricultores de Almas e região o projeto, visando à transferência de tecnologia.

Área degradada

Tocantins possui 5 milhões de hectares de áreas com algum grau de degradação. O dado é da Coordenadoria de Transferência de Agrotecnologia do Estado, que é ligada à Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro).

Plano ABC

De acordo com a engenheira Agrônoma do Ruraltins, Milene Magalhães, O Tocantins vem contribuindo efetivamente desde 2012 para que a meta nacional de redução de gases cerca em 40% de efeito estufa seja cumprida. “As ações para atingir essa meta no Estado estão focadas na realização de capacitações continuadas de técnicos, implantação de URT’s, dias de campo, dentre outras”, destacou ela.

Atualmente o Estado, conta com 36 Unidades de referência em tecnologia do programa de Agricultura de Baixo Carbono para recuperação de áreas degradadas.

Por: Redação

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