Educação

Foto: Divulgação Para reitora função social da Unitins contribui para o desenvolvimento do Estado Para reitora função social da Unitins contribui para o desenvolvimento do Estado

Mais de 1.200 alunos da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) retomam as aulas nesta terça-feira, 17, nos campi de Araguatins, Augustinópolis e Dianópolis após aula magna realizada nessa segunda-feira, 16, que marcou o início do ano letivo. Ao todo, a instituição tem 1.811 alunos no Estado, contando com o campus de Palmas. Um acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Unitins foi homologado na semana passada, prevê mais prazos e flexibilidade para que a instituição retome o calendário acadêmico de 2015.

A reitora da instituição, Elisângela Glória Cardoso, ressaltou a função social da Unitins para o desenvolvimento do Estado e citou que a conquista foi um esforço árduo, fruto de muita dedicação e articulação. “Essa vitória para retorno das aulas e continuidade da Unitins nos campi não é individual nem de segmento, é uma vitória coletiva, porque é do Estado, especialmente da sociedade tocantinense”, afirmou. 

A determinação do governador Marcelo Miranda para resolver o impasse foi o ponto de partida para a resolução do problema, conforme a reitora.  “O governador determinou a continuidade dos campi do interior, que não tinham nenhum planejamento pedagógico e financeiro, e destinou R$ 18 milhões para atender a necessidade emergencial da instituição. O governador, que tem um olhar muito sensível ao ser humano, entende que os estudantes não poderiam ser penalizados pela falta de planejamento da gestão passada”, explicou.

O impasse foi resolvido através de uma luta coletiva e com participação dos acadêmicos. “Quero agradecer aos estudantes que participaram desse processo, lutaram coletivamente, entendendo que a Unitins é uma só; à Assembleia Legislativa e, principalmente, ao Poder Judiciário, que entendeu que a Unitins estava inviabilizada”, frisou.

As aulas no campus de Palmas se iniciaram dia 5 de fevereiro porque havia professores contratados no quadro que mantiveram  o vínculo com a Universidade, ao contrário das unidades no interior. Em junho do ano passado a instituição fez um acordo com o Ministério Público do Trabalho e firmou compromisso para não contratar professores nem servidores na área administrativa, porém não cumpriu o acordo. “O Ministério Público entendeu a necessidade emergencial que a instituição vive e acabou dilatando o TAC [Termo de Ajustamento de Conduta]  para a contratação dos professores”, reforçou a reitora.

O promotor de Justiça de Augustinópolis, Paulo Sergio Ferreira de Almeida, participou das audiências no MTP representando a região do Bico do Papagaio e lembra do impacto educacional gerado pela instituição na região. “Participei da reunião e levei mais informações, tendo em vista que a Unitins substituiu a Fabic [Faculdade do Bico do Papagaio] e veio oportunizar e ampliar o ensino, a instituição veio suprir a necessidade dos moradores da região”, frisou. O promotor ressaltou os esforços do Governo para a conquista. “Parabenizo o empenho da reitoria da Unitins nesse processo. O retorno das aulas foi uma grande conquista para o Bico”, disse.

O juiz da Vara Cível de Dianópolis, Jossaner Nere, pontuou que a assinatura do TAC foi a melhor alternativa para o impasse e trará impacto positivo na vida de muitos tocantinenses que buscam formação superior. “Vejo o retorno como uma conquista importante, já que o sudeste do Estado necessita dessa faculdade para o desenvolvimento regional”, avaliou.

Expectativa

Na região do Bico do Papagaio, em Augustinópolis, Auricélo Sousa, estudante de Direito, também comemorou. “A expectativa para recomeçar as aulas é a melhor possível. Aqui no Bico, não tem coisa melhor do que ter um ensino superior disponível para os estudantes, que antes tinham que ir para o Pará ou Maranhão”, disse. Para o aluno da instituição, os estudantes que cursam atualmente o ensino médio também estão com perspectivas positivas de começar a fazer uma faculdade gratuita.

Ítala Holanda tem 40 anos e está no oitavo período do Curso de Direito no campus de Dianópolis, sudeste do Estado. Ela conta que ficou feliz e satisfeita com a notícia do reinício das aulas. “Nós estamos bastante animados, sempre estivemos certos de que ia ficar tudo bem, porque a Unitins sempre nos passou essa confiança”, disse.

Ela conta que a instituição propiciou que ela realizasse seu sonho de ser advogada. “A Unitins, para mim, é a realização de um sonho de muitas pessoas, não só de Dianópolis, mas de toda a região”, frisou. (Secom-TO)