Economia

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No mês de junho houve uma pequena queda, de apenas 1,1%, no índice geral de endividamento das famílias palmenses, após um leve aumento nos últimos dois meses. Essa queda foi apontada pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que em maio registrou o índice geral de 75,3%, e neste mês apontou 74,2% o número de endividados na Capital. A Peic revelou ainda que houve também queda comparando junho deste ano ao mesmo período do ano passado, uma diminuição de apenas 1%.

“Esse pequeno recuo no endividamento das famílias palmenses revela o que a economia nacional já vinha demonstrando desde o primeiro trimestre deste ano, sinais de instabilidade, ou seja, a maioria dos consumidores está cautelosa na hora de fazer suas compras. Mesmo com o Dia dos Namorados, que foi comemorado em junho, não houve aumento no endividamento dos consumidores”, destacou o presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni.

Com relação aos endividados, os números mantiveram-se os mesmos de maio último, quando 69,9% afirmaram encontrar-se pouco endividados e os muito endividados chegaram a apenas 0,9%. Quanto ao comprometimento com dívidas, o tempo médio ficou em 8,5 meses. A maioria, 67,7%, revelou que gastam entre 11% e 50% do total de sua renda mensal com dívidas. A média total apontada pelos entrevistados da renda familiar comprometida com dívidas ficou em 33,7%.

As famílias com dívidas em atraso aumentaram de 11,4% em maio para 14,7% agora em junho, revelando um acréscimo de 3,3%. Quanto às que afirmaram poder quitar as dívidas em atraso, 49,7% disseram poder fazê-la parcialmente, 47,5% poder fazê-la totalmente e 0,9% não terão condições de pagar essas dívidas.

O cartão de crédito continua sendo a principal forma de contração das dívidas, respondendo por 74,3% dos entrevistados. Em seguida, ficou o uso do carnê, somando 32,4% e o financiamento de veículo, com 26,9% das famílias entrevistadas.

Realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, em parceria com a Fecomércio Tocantins, a Peic de junho teve como base de dados entrevistas de 500 famílias palmenses divididas em duas categorias: as que ganham até 10 salários mínimos ao mês e as que recebem mais de 10 salários mínimos. A pesquisa foi realizada nos últimos 10 dias do mês de maio de 2015. Os números aqui destacados foram obtidos do índice geral, ou seja, envolveu ambas as categorias das famílias pesquisadas.